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Pesquisa da Fecomércio SC traça perfil e impacto do turismo de inverno na Serra de SC

 

A combinação de clima, belezas naturais, hospitalidade e boa gastronomia faz da Serra catarinense um destino turístico bastante procurado no inverno, com muito potencial e oportunidades a serem exploradas pelos empresários e setor público, conforme aponta a pesquisa da Fecomércio SC, divulgada nesta sexta-feira (21), na véspera do fim da estação.

Leia a pesquisa na íntegra

A parcela de visitantes que citou o ecoturismo, turismo de aventura e o turismo gastronômico como motivo para a visita mais do que triplicou: chegou a 24,3% neste ano, diante do resultado tímido em 2017 (7,5%). Só o ecoturismo evoluiu de 3,4% para 10,8%. Embora o inverno seja o carro-chefe (52,1%), os dados sinalizam para a importância da dessazonalização do turismo na Serra, ou seja, não concentrar em apenas uma estação.

descentralização dos destinos também foi diagnosticada na pesquisa. Espontaneamente, os visitantes apontaram 60 pontos turísticos diferentes, 47,5% em Urubici, com destaque para a Cachoeira do Avencal, a Serra do Corvo Branco e a Cascata Véu de Noiva.

“O trade catarinense tem trabalhado estas duas frentes para que o turista e o próprio catarinense, que fomenta o turismo interno, possa desfrutar diferentes destinos no Estado e em todas as estações”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt. Segundo ele, apesar da paralisação dos caminhoneiros ter impactado diretamente no caixa dos empresários neste ano, com queda de 5,7% no faturamento, a alta de 10,5% em relação aos demais meses reforça a importância da qualificação do destino.

Inteligência de mercado

A pesquisa foi realizada com 514 visitantes e 273 empresários ou gestores dos estabelecimentos no mês de julho, em 12 cidades da região: Bocaina do Sul, Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Campo Belo do Sul, Correia Pinto, Lages, Painel, Rio Rufino, São Joaquim, São José do Cerrito, Urubici e Urupema.

Desde 2011, a Federação mapeia o perfil do visitante e as percepções dos empresários do setor terciário sobre o impacto nos negócios, gerando insights e informações relevantes para a tomada de decisão. Nos últimos dois anos, a entidade encorpou as pesquisas de turismo com a utilização do protocolo Tourqual, que retrata a avaliação da qualidade dos atrativos turísticos a partir das categorias: Acesso, Ambiente, Elemento Humano, Segurança, Qualidade Técnica e Experiência.

Indicadores analisados

Turistas

  • Perfil socioeconômico
  • Origem do visitante
  • Meio de transporte utilizado
  • Opção de hospedagem
  • Tempo de permanência
  • Gasto médio por setor
  • Motivação da viagem
  • Pontos turísticos mais visitados
  • Avaliação da qualidade de serviço em atrativos turísticos (Tourqual®)

Empresários

  • Índice de contratação de temporários
  • Avaliação do movimento
  • Ticket médio
  • Formas de pagamento
  • Variação do faturamento
  • Taxa de ocupação de leitos

Fonte: Fecomércio 

Parque Nacional de São Joaquim.

Neve, frio e culinária europeia movimentam o turismo da serra catarinense

Parque Nacional de São Joaquim.

Parque Nacional de São Joaquim.

 

Todo ano é assim. Vai chegando o inverno, que coincide com período de férias escolares, e a serra catarinense vira a bola da vez para turistas de Santa Catarina e também de outros estados do país. Mas quando a temperatura despenca e a neve dá o ar da graça, como aconteceu esta semana, a expectativa cresce e a ocupação hoteleira pode chegar a quase 100% nos municípios da região, segundo a Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).

A rede hoteleira da região conta com 10 mil leitos, principalmente pequenas pousadas, distribuídos por 18 municípios. A maior concentração, não por acaso, se dá entre os municípios que têm a ocorrência de neve no histórico, como Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Lauro Müller e Lages.

O Morro das Torres, que tem uma das menores sensações térmicas da região, e a cascata que congela, ambos em Urupema, além do Morro da Pedra Furada, em Urubici, são atrativos imperdíveis na serra catarinense. À mesa, a tradição do café colonial, chocolates, fondue e outros atrativos da culinária europeia. A região recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano, mais da metade concentrada no período de inverno, segundo a Amures.

ESTUDO 

Pesquisa realizada em 2017, pela Fecomércio, mostrou que 99,4 dos turistas na região, nessa época do ano, são brasileiros e 0,6% estrangeiros. Para 69,6% dos viajantes a motivação foi o turismo de inverno e o valor médio de gasto com a viagem foi de R$ 1.236,10. O saldo foi tão positivo que 98,5% afirmaram que indicariam o passeio para parentes e amigos.

 

Fonte: Ministério do Turismo. 

Destinos para curtir o inverno pelo Brasil

Num país tropical e acostumado com o sol e o calor, o frio se transforma numa verdadeira atração turística. Temporada de baixas temperaturas vai até agosto e diversifica o turismo.

 

Oficialmente o inverno só começa no dia 21 de junho, mas as baixas temperaturas já permitem que os turistas vistam o casaco para curtir o friozinho das serras e de outros locais que oferecem atrativos naturais e festivais de música e gastronomia. Até agosto, os meses mais frios do ano movimentam os viajantes que curtem temperaturas amenas em várias regiões do Brasil.

No Sul e Sudeste são encontrados tradicionais destinos da estação. Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos, a dobradinha formada por Gramado e Canela, na serra gaúcha; São Joaquim e suas vizinhas da neve, na serra catarinense; a trinca Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro e Campos do Jordão (SP), na Serra da Mantiqueira, são alguns deles.

A histórica Ouro Preto (MG) realiza entre os dias 6 e 22 julho, o 51º Festival de Inverno, um dos mais tradicionais do Brasil. A festa de Ouro Preto conta com shows e exposições nas ruas de casario colonial e igrejas barrocas, além da tradicional cozinha mineira. A estação termal de Poços de Caldas, também em Minas Gerais, é outro destino de inverno para quem gosta de relaxar nas águas quentes ou se aquecer nas noites com música e vinho. O Blues & Jazz Festival, entre os dias 19 e 22 de julho, terá como palco a Antiga Estação Ferroviária de Poços de Caldas com os tradicionais chocolates, queijos e vinhos.

Já a catarinense Joinville realiza seu 36ª Festival de Dança entre 17 e 28 de julho. O roteiro turístico integra dança, cerveja, gastronomia e arquitetura alemã. Em Blumenau, também de cultura europeia, o Festitalia, em julho, e Sabores de Santa Catarina, em agosto, são dois festivais dedicados à culinária durante o inverno, e seguem o clima do Internacional Beer Festival, no final de junho, para quem quiser antecipar o espírito da Oktoberfest, a maior de todas as festas do estado, que será realizada em outubro.

No Nordeste, onde as quatro estações do ano se confundem com o verão, também há destinos para se curtir o friozinho do inverno. Guaramiranga, no Maciço do Baturité, a 100 km de Fortaleza, tem uma agenda de eventos o ano inteiro. A temporada de inverno começa com os festejos juninos e continua com a virada cultural, mostra de teatro e shows folclóricos. A vizinha Pacotí encerra a temporada, em agosto, com o festival Café, Chocolate e Flores. O roteiro de clima ameno e paisagem singular na região serrana cearense tem atrativos históricos, culturais, de natureza e aventura.

O turista que gosta de fugir do óbvio também poderá subir as serras de Gravatá e Garanhuns, em Pernambuco, e se deliciar com o clima frio e atrações quentes nas noites do inverno pernambucano. Em sua 28ª edição, o Festival de Inverno de Garanhuns, de 19 a 28 de julho, é considerado um dos principais eventos culturais de Pernambuco e atrai turistas de todo o Brasil. Já no Centro Oeste, Bonito (MS) também é um dos paraísos de inverno para quem busca temperaturas amenas em contato com a natureza, além de poder nadar com os peixes nos rios e piscinas naturais. A serra do Tepequém (RR), a 200 km de Boa Vista, está entre os destinos mais frios da região Norte.

Banhos de cachoeiras e cavalgadas são alguns dos programas favoritos dos turistas que visitam Penedo (RJ), além de queijos e vinhos com um toque nórdico são as principais características da antiga colônia finlandesa. O turismo romântico também faz parte dos dias frios de Visconde de Mauá (RJ) e Monte Verde (MG), ambas na Serra da Mantiqueira. Entre as capitais, Curitiba (PR) é uma das mais frias e oferece atrações como parques urbanos, atividades culturais e gastronomia diversificada. A descida da Serra do Mar de trem até a histórica Morretes para degustar o barreado, prato típico local, é um dos programas de inverno favoritos de quem visita Curitiba.

 

Fonte: Ministério do Turismo

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