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Ministro do Turismo

Ministro do Turismo detalha medidas do setor e destaca a importância do turismo doméstico na retomada

Em live do Festuris Gramado, Marcelo Álvaro Antônio anunciou que crédito para empresas do setor turístico deve sair em no máximo 10 dias.

Na tarde desta terça-feira (19), o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio participou da quarta edição do Festuris Live – projeto desenvolvido pela Feira Internacional de Turismo de Gramado. Na ocasião, ele falou sobre as medidas que vêm sendo praticadas pela sua pasta para a recuperação do setor. Entre os destaques, informou que o crédito de R$ 5 bilhões para as empresas do Turismo, aprovado através da MP 963, deve ser liberado dentro de 10 dias. 

Na conversa com os CEOs do Festuris, Marta Rossi e Eduardo Zorzanello, o porta-voz do turismo brasileiro detalhou as medidas provisórias adotadas desde o início da pandemia. Ao contextualizar o cenário, lembrou que no ano passado a economia do turismo no Brasil cresceu 2,6% – mais que o dobro do PIB Nacional. Porém, diante do impacto da pandemia, diversas ações foram necessárias para buscar garantir a sobrevivência do setor.

Sobre a liberação do crédito de R$5 bilhões para micro, pequenos e médios empreendedores do turismo, o ministro explicou que a fase de alinhamento com os bancos parceiros está quase concluída. “Temos plena consciência que o recurso ainda não chegou lá na ponta, aos prestadores de serviços turísticos do Brasil. Mas estamos prestes a finalizar a modelagem do crédito. Acredito que em uma semana, estourando 10 dias, esse crédito já estará disponível nas agências credenciadas”, disse.

Marcelo Álvaro destacou que as condições são muito atrativas, incluindo uma taxa de juros de 5% ao ano + INPC com até 12 meses de carência e 60 parcelas de amortização. “Estamos em tratativas avançadas com o BNDES para a utilização de um Fundo Garantidor, o FGI, para que a gente consiga um compartilhamento de risco e, consequentemente, uma flexibilização de garantia para as pessoas que estão buscando o crédito”, explicou.

Fortalecimento do turismo doméstico

Além de apresentar as MPs para a recuperação do setor turístico, o ministro reforçou que a segunda etapa da retomada refere-se ao fortalecimento do turismo interno. A primeira ação foi a criação do selo de biossegurança que serve para certificar estabelecimentos de 16 segmentos do turismo que adotarem o protocolo e cumprirem medidas de higiene e prevenção contra o coronavírus. 

Marcelo Álvaro projetou ainda que o número de brasileiros que fazem turismo doméstico deve subir de 60 milhões para 100 milhões na retomada pós-pandemia.  Mais brasileiros realizando viagens regionais, interestaduais e intermunicipais. Para isso, o turismo rodoviário é um dos focos do Mtur e deve receber uma atenção especial neste ano, reconhecendo também a necessidade de conectar os modais de transporte (aéreo, rodoviário, fluvial, marítimo).

“Também estamos projetando uma grande campanha publicitária justamente para resgatar esse sentimento do brasileiro. Em primeiro lugar, somos o país com mais recursos naturais no mundo. Somos o oitavo em recursos culturais. Temos uma infinidade de recursos no Brasil que nós, brasileiros, não conhecemos. Além disso, quando os brasileiros se disporem a conhecer as maravilhas do Brasil, vão gerar emprego e renda para nossa população”, detalhou o ministro.

Contribuição das feiras e eventos para a retomada

O ministro também apontou que outro foco de sua gestão está no setor de eventos e no turismo de negócios, que segundo ele possui um ticket médio três ou quatro vezes maior do que o turismo de lazer, por exemplo. Marcelo Álvaro salientou que a transformação da Embratur em agência de promoção internacional também tende a contribuir para a atração de investimentos estrangeiros no Brasil. 

“Temos o papel de ampliar o número de turistas domésticos e atrair mais turistas internacionais. Aí vamos começar a equilibrar a balança deficitária que o turismo possui hoje no Brasil. Os brasileiros deixam 19 bilhões de dólares fora do Brasil, enquanto os estrangeiros deixam 6 bilhões de dólares aqui. Então, temos um déficit de 13 bilhões de dólares na balança comercial do turismo para resolver”, analisou.

“Estamos trabalhando incansavelmente para evitar o desmonte do setor do turismo. Nós vamos sair disso e vencer essa dificuldade juntos. No planejamento de retomada, vamos colocar na mesa todas as entidades representativas do setor para que a gente consiga fazer essa modelagem juntos”, completou o ministro.

Fonte: Bom Dia SC

Pesquisa da Santur com o trade avalia expectativas de retomada e impactos do coronavírus no Turismo em SC

Como uma das atividades econômicas mais importantes do estado, a retomada do turismo é esperada, por parte do empresariado catarinense, para o segundo semestre deste ano. É o que aponta a pesquisa da Agência de Desenvolvimento do Turismo (Santur), realizada no mês de abril com mais de 800 empresas e entidades de classe. De acordo com os dados levantados, 24% dos entrevistados acreditam quanto a uma retomada mais intensa das atividades do Turismo ainda em 2020, embora na opinião da maioria (52%) a recuperação dos negócios deve ocorrer com mais força só no próximo ano. 

++Acesse aqui a pesquisa completa da Santur, com o trade catarinense

A pesquisa, direcionada a empresários do setor em todas as regiões catarinenses, foi desenvolvida para mensurar os impactos da pandemia da Covid-19 no turismo, com informações colhidas entre 15 e 20 de abril de 2020. 

Para o presidente da Santur, Leandro Mané Ferrari, a relevância desse trabalho está justamente nos dados que irão auxiliar a Santur a nortear ações, de forma conjunta com o trade, para a retomada das atividades turísticas no estado.

– Teremos mais detalhes sobre os impactos causados pelo coronavírus no turismo. As respostas colhidas junto ao trade nos trazem informações para que possamos ser mais assertivos nas ações que estão sendo tomadas em conjunto com o Conselho Estadual de Turismo (CET) e com o trade das diferentes regiões de Santa Catarina – destacou Mane Ferrari.

Participaram do estudo, coordenado pela Diretoria de Estudos e Inovação/Santur com apoio da Rede Brasileira de Observatórios do Turismo, empresas de diferentes portes e segmentos. Por meio de um formulário eletrônico foram levantadas informações como tempo de atuação, volume de atendimento, preços praticados, número de funcionários e quais medidas as empresas vêm tomando para minimizar o impacto gerado pela pandemia.

+++ Para mais informações sobre a pesquisa acesse o painel de dados realizado pela equipe da diretoria de Estudos e Inovação da Santur ( https://cutt.ly/LyfxHmN )

Responderam o formulário 866 empresas com registro no Cadastur (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos) e entidades de classe de diferentes segmentos, como meios de hospedagem, agências de viagens, alimentação, transporte, eventos e empreendimentos de lazer. Metade são microempresas e 23% são microempreendedores individuais (MEI).

Pelo tempo de atuação no mercado, 44% dos participantes têm mais de 10 anos, 27% têm entre 4 e 10 anos e 29% têm menos de três anos de existência. Maduras, consolidadas ou recentes, a maioria sofreu algum impacto com as medidas de isolamento necessárias para diminuir a velocidade de contágio do coronavírus. 

Com a redução de atividades em virtude da pandemia, 35% declararam ter capital de giro suficiente para se sustentar por até dois meses, 31% pelo prazo de um mês e 21%, até quatro meses. Apenas 1% dos participantes avaliaram que a pandemia não impactou o negócio.

Entre outras questões analisadas, o estudo também buscou saber quais as principais medidas foram ou poderão ser adotadas pelos empresários para mitigar prejuízos decorrentes da Covid-19. Nesse quesito, foram destacadas a renegociação de despesas fixas, o financiamento e/ou empréstimo bancário, o adiamento de investimentos e de novos projetos e a remarcação e/ou adiamento de serviços.

Fonte: Santur