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Pandemia afeta venda de chocolates, pescados e a hotelaria na Páscoa

Pandemia afeta venda de chocolates, pescados e a hotelaria na Páscoa

Com a pandemia de covid-19 forçando estados e municípios a adotarem medidas que limitam a circulação de pessoas e o funcionamento de estabelecimentos, comerciantes buscam formas de aproveitar a Semana Santa para incrementar as vendas e faturar.

Na tradição católica, a semana em que se celebra a Sexta-Feira Santa e a Páscoa exalta a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Em tempos normais, a data impulsiona não só as vendas do comércio – principalmente de pescados e de chocolates -, como também o turismo doméstico, já que a sexta-feira é feriado.

No entanto, pelo segundo ano consecutivo, a celebração ocorre em meio às restrições que afetam não só as cerimônias religiosas, como também as atividades comerciais. Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas no varejo em geral devem ser 2,2% inferiores às de 2020, movimentando cerca de R$ 1,62 bilhão – o que, se confirmado, seria o pior resultado desde 2008.

Em nota, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, afirmou que a retração nas vendas deste ano se deve não só às restrições de funcionamento do comércio, mas também ao fato de que parte da população viu sua renda cair em um momento em que a desvalorização do real frente ao dólar encareceu a importação de alguns produtos típicos. Segundo a confederação, a quantidade de chocolates importada (2,9 mil toneladas) é a menor desde 2013. A de bacalhau (2,26 mil toneladas), a mais baixa desde 2009.

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Ubiracy Fonsêca, os fabricantes de chocolate tiveram que levar em conta a perda de poder aquisitivo de parte dos consumidores para pensar suas estratégias de vendas, mas, ainda assim, o setor está otimista.

“A perda de poder aquisitivo é real. Há muita gente sem emprego, sem poder trabalhar. Tendo isso em vista, as fabricantes de chocolate procuraram oferecer produtos acessíveis à população. Quem não puder comprar um ovo de Páscoa, pode adquirir uma barra de chocolate. A estratégia do setor é oferecer o que o mercado quer”, disse Fonsêca à Agência Brasil.

A quatro dias do domingo de Páscoa, Fonsêca destacou que a indústria de chocolates previa criar, direta e indiretamente, 11.665 vagas de trabalho temporário e superar as 8,5 toneladas vendidas em 2020. Metas que, segundo ele, vão ser atingidas.

“Apesar das dificuldades, estamos otimistas. Até porque, cerca de 80% das vendas de ovos de Páscoa acontecem nos supermercados, que estão funcionando normalmente em quase todo o país. Além disso, muitos comerciantes se prepararam para atender aos consumidores pela internet”, comentou o presidente da Abicab, garantindo que as vendas online, que já vinham crescendo ano a ano, deram um salto após o início da pandemia.

O gerente de Marketing, Francisco Alves de Faria Neto, confirma a importância do comércio digital. Com duas lojas físicas no Distrito Federal e uma clientela estabelecida ao longo de 20 anos, a Casa do Chocolate expandiu suas vendas para outras unidades da Federação graças à tecnologia.

“Tivemos um aumento das vendas online de cerca de 70% em comparação à Páscoa do ano passado, quando lançamos o site, em meio à pandemia, que nos fez acelerar o processo”, comentou Neto, acrescentando que o comércio eletrônico já representa metade de todas as vendas da empresa.

De acordo com o gerente, também as vendas nas lojas físicas, autorizadas a funcionar por comercializarem alimentos, “vão indo bem”, embora chocolates mais caros, principalmente os importados, tenham vendido menos que o esperado. “Baixou muito o giro de vários dos itens importados que vendemos. Tanto que tivemos que colocar produtos em oferta para não perder mercadoria. Mas, em geral, vendemos muito bem nas últimas semanas.”

PESCADOS

Em Santos (SP), onde o funcionamento de boa parte do comércio e serviços está suspenso até o domingo (4), os comerciantes do tradicional Mercado de Peixes tiveram que se organizar para levar os produtos ainda frescos até a casa dos clientes, que passaram a fazer suas compras por telefone. Ainda assim, de acordo com Alex Vieira, dono de um dos 20 boxes em funcionamento no local, muitos viram as vendas caírem drasticamente.

“No nosso caso, as vendas caíram em torno de 60% a 70%”, afirmou Vieira, cuja família está no ramo há cerca de 40 anos. “Esta é uma situação totalmente nova para todo mundo, incluindo os clientes. Muitos, que comem peixe sempre e são nossos fregueses há tempos, nos telefonaram e anteciparam seus pedidos, mas há também aqueles que gostam de vir ao mercado, de ver o peixe, escolher. Desses, parte não compra sem olhar o produto, não tem uma relação de confiança já estabelecida”, acrescentou o comerciante santista.

O presidente da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, destacou que o comércio de pescados comporta diferentes realidades. Segundo ele, para os produtores de peixes cultivados (piscicultores), cujos principais clientes são os supermercados (autorizados a funcionar mesmo onde o lockdown foi adotado), as boas expectativas já se concretizaram.

“Os supermercados não estão sofrendo grandes restrições. Pelo contrário. Estão vendendo muito bem. E, ao contrário da indústria pesqueira marítima, afetada pela pandemia, a piscicultura também não parou. Mantivemos a regularidade, entregando aos compradores as quantidades previamente estabelecidas em contratos e sem aumento nos preços”, comentou Medeiros, estimando que o segmento vendeu cerca de 100 mil toneladas ao longo do último mês.

“Mais uma vez, não voltamos a registrar uma explosão das vendas como as de 2018 e 2019, quando, em alguns locais, chegaram a crescer 300%. Isso não aconteceu, mas, neste ano, também não perdemos vendas. Ao contrário de 2020, quando aí sim, fomos afetados negativamente”, afirmou Medeiros.

HOTELARIA

Outro ramo de atividade que costuma aguardar pelo feriado de Páscoa, o setor hoteleiro é o mais afetado dos três. Segundo o presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Manoel Linhares, a taxa de ocupação dos hotéis de todo o país não deve chegar a 10%, agravando a crise decorrente da pandemia.Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional. 

“A hotelaria está preparada para receber os hóspedes, adotando todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias, mas com parques, restaurantes e outras atrações fechadas em quase todo o país. A situação está muito difícil. Só em São Paulo, 27 hotéis já fecharam as portas, demitiram funcionários e os responsáveis estão decidindo o que fazer com os imóveis”, disse Linhares. 

Para ele, o setor precisa urgentemente da promulgação de uma iniciativa semelhante à Medida Provisória 936, de abril de 2020, posteriormente transformada na Lei nº 14.020, que permitiu acordos de redução temporária de jornada de trabalho e salários ou a suspensão de contratos trabalhistas até 31 de dezembro do ano passado.

“Se algo assim não for feito, muitos outros hotéis terão que encerrar as atividades. Atualmente, a hotelaria não tem recursos nem para arcar com os salários e encargos dos cerca de 1,1 milhão de profissionais que emprega em todo o país”, disse o presidente da ABIH Nacional.

Ele pediu que o Poder Público promova campanhas para estimular os brasileiros a viajar pelo país depois que a pandemia estiver sob controle, e que governos estaduais e municipais ajudem o setor reduzindo impostos e taxas, mesmo que temporariamente, e renegociando tarifas de serviços essenciais. “Neste momento difícil, um desconto no IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano, cobrado pelas prefeituras] ou no ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, estadual] cobrado na conta de luz pode ajudar a manter negócios e preservar empregos”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Osmar Vailatti Diretor Presidente ABIHSC

Osmar Vailatti fala sobre o controle das atividades que envolvem o setor de turismo e hotelaria

Os hoteleiros de Santa Catarina estão preocupados com o controle das atividades que envolvem o setor de turismo e hotelaria pelas autoridades que integram o Governo do Estado.

Todos sabem do potencial que este setor representa na oferta de empregos, na qualificação das pessoas, e no aporte de recursos que dele advém.

A ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de SC está preocupada e ciente que vivemos um momento difícil, extremamente longo, que inquieta e causa incertezas – a pandemia do corona vírus, que ataca todas as nações do mundo em que vivemos.

Porém precisamos e queremos trabalhar, empregar, e produzir resultados. Não podemos parar. O Governo querer limitar, criar medidas para a ocupação dos hotéis, estabelecendo percentuais de 50, 60%, 70% neste momento, é massacrar as empresas deste setor. Não podemos e não vamos aceitar.

Depois de tanto tempo parados, hoje correndo atrás dos prejuízos, e as vésperas da alta temporada de verão, época de receber milhares e milhares de turistas, queremos recuperar o tempo perdido, queremos sobreviver e gerar divisas.

Ninguém melhor que os hotéis, pousadas, bares e restaurantes estão conscientes dos cuidados que devemos ter, a alta gerencia e suas equipes de colaboradores se encontram preparadas para aplicar os protocolos na prevenção ao maldito vírus.

A hotelaria está consciente que para receber os turistas que aqui virão, terão que ter seus estabelecimentos limpos e higienizados e embasados nas melhores práticas de combate a pandemia. Estamos preparados.
Cuidar da saúde e preservar a qualidade de vida das pessoas, são prioridades número um da hotelaria.

Por estes motivos repudiamos as práticas do Governo que limitam a ocupação dos hotéis e pousadas, conscientes de que, com muita responsabilidade, estamos atendendo e prestando relevantes serviços as famílias, hóspedes que nos visitam, para curtirem suas merecidas férias.
A hotelaria não vai parar.
SC não vai parar.

Osmar José Vailatti

Diretor-presidente ABIH-SC

Pandemia no setor hoteleiro - Osmar José Vailatti é entrevistado por Larissa Kümmel

Impacto da Pandemia no Setor Hoteleiro

Os impactos da pandemia no setor hoteleiro foi o tema da entrevista de Osmar José Vailatti, diretor-presidente da ABIH-SC, à Larissa Kümmel, apresentadora da Record News TV de Balneário Camboriú, também hoteleira e diretora da ABIH-RS. Confira abaixo as perguntas e respostas desta conversa.

Larissa: De uma forma geral. Qual o impacto da Covid-19 no setor hoteleiro em Santa Catarina? Qual o percentual de hotéis que estão fechados e de hotéis que estão fechados e não serão reabertos.

Osmar: A Covid-19 afetou mais do que os setores do turismo e a hotelaria, mas certamente, lideramos o ranking dos mais atingidos. Fomos ao fundo do poço. Milhares de demissões, muitos hotéis sucumbiram. Acreditamos que em torno de 20% dos hotéis não abrirão mais. Temos hoje aproximadamente 40% de hotéis fechados no estado. Uma medida inteligente, pois abrir o hotel na maioria das vezes custa mais caro do que deixá-lo fechado. Os que estão abertos trabalham com baixa ocupação, variando de 5 a 15%.

Larissa: Quais são as principais mudanças que você acredita que afetará o setor diante essa pandemia e como o hoteleiro pode se adaptar a elas?

Osmar: Primeiramente o hoteleiro precisa pensar em salvar sua empresa. Não sabemos quando terminará esta agonia. Há muita incerteza ainda. A hotelaria não será mais a mesma. Precisamos hoje demonstrar às pessoas e ao mercado que mudamos, que estamos dando prioridade aos protocolos, que estamos cuidando da saúde e preocupados com a vida das pessoas, sejam colaboradores ou visitantes/hóspedes.   

Percebo também um movimento do mercado para o digital, já que a tecnologia tem proporcionado essa nova experiência de consumo. É preciso manter a comunicação e manter a presença no mercado, pois a escolha do cliente será pelas experiências que ele tiver durante a compra e pela confiança que conseguir sentir nesta relação.

Larissa: Qual a sua previsão para o setor voltar a “normalidade”?

Osmar: A pandemia está resistente. No início, em março, achávamos que em julho já teríamos vencido o coronavírus. Hoje as melhores previsões citam o último trimestre deste ano como início forte da recuperação, outros preveem a recuperação total somente para final de 2021.

Larissa: Acredito que nosso hóspede está muito mais exigente após a Covid-19. Quais serão as principais necessidades dele na sua visão?

Osmar: O novo coronavírus afetou a saúde das pessoas no aspecto econômico, físico e mental. As pessoas estão inseguras, com medo e sem condições de fazerem planos, de terem sonhos, pois estão psicologicamente perturbadas. A hotelaria precisa criar ambientes para vencer estas barreiras e proporcionar ao turista um ambiente de paz, acolhimento e bem-estar. Neste momento, o que o hóspede mais quer é segurança e limpeza. Sentir que estão em um ambiente com segurança sanitária em todos os ambientes do quarto, as áreas comuns, academias, restaurante, entre outras.  

Larissa: Como a ABIH-SC e ABIH Nacional estão agindo para ajudar o setor hoteleiro?

Osmar: O Presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, é um lutador sem igual. Tem lutado muito, trabalhado incansavelmente para defender junto ao Governo, ao Congresso Nacional, Ministérios e entidades a necessidade de apoio ao turismo e a hotelaria. O setor de serviços emprega muito e representa um pilar forte da economia de SC, do Brasil e do mundo. Tenho orgulho de fazer parte da Diretoria Nacional sob a liderança de Manoel Linhares e sua Equipe. Apesar das lutas, muitas demandas foram atendidas, outras não.

Em Santa Catarina criamos um grupo de apoio aos associados via whatsapp, envio de informativos constantes com decretos atualizados, orientações e suporte de toda equipe de consultores da entidade na área jurídica, administrativa, comercial e de pessoal. Foram criados cursos e gratuitos e pagos para também colaborar com a atualização profissional neste momento de isolamento. Uma campanha nas redes sociais de apoio, incentivo e valorização dos hoteleiros também foi iniciada com artigos para uma retomada de sucesso, peças publicitárias e divulgação dos hotéis que estavam em funcionamento. Além de todo suporte dos hoteleiros nas regionais através dos diretores locais.

Larissa: Quais são as medidas adotadas pelo Governo para proteger o setor?

Osmar: o Governo tem contribuído muito pouco para ajudar a salvar a hotelaria. Algumas medidas ajudaram o setor, porém muito pouco para satisfazer e contribuir mais fortemente com a recuperação da hotelaria. A economia do turismo quer voltar a ser o que era, e o Governo precisa se envolver mais. Várias linhas de crédito foram e são anunciadas pelo Governo, porém, os bancos não disponibilizam os recursos e dificultam a liberação. Não chegam ao destino. É lamentável.

Larissa: As principais diferenças que os hotéis que atendem o turismo de negócio têm para o turismo de lazer. Existem expectativas diferentes para esses setores?

Osmar: Se a hotelaria de lazer foi afetada mortalmente pelo novo coronavírus, muito mais o foi o turismo de negócios, o corporativo. Sabemos que a tecnologia está sendo utilizada intensamente tanto para a prática de reuniões quanto para eventos e tudo o mais que se relaciona a negócios, diminuindo as viagens longas. Já o turismo de lazer pode se fortalecer com o turismo regional, disponível em viagens curtas, gastos menores e destinos seguros que se incorporam à natureza.   

Larissa: Quais são as suas perspectivas para o futuro da atividade hoteleira no Estado de Santa Catarina e no Brasil?

“O turismo sumiu, o turista não”. Esta frase sintetiza bem o que esperamos. Tenho muita fé e esperança na recuperação do setor de turismo. Acredito que tudo passará e que as pessoas voltarão a viajar muito.

“O mundo ama viajar”. Santa Catarina é um oásis de belezas naturais, de destinos turísticos que encantam as pessoas, as famílias. Precisamos da união de todos os segmentos que envolvem a economia do turismo. O turismo congrega 21 atividades diretas (que existem exclusivamente para o turismo), 142 atividades indiretas, 191 atividades compartilhadas e 217 atividades aquecidas, ou seja, a soma alcança 571 setores envolvidos no turismo. É essa união que será a grande engrenagem para a recuperação e retomada econômica..

Precisamos trabalhar muito, ser criativos, valorizar as pessoas e amar o que fazemos.

Viva o turismo e sucesso à hotelaria!

Você também quer conversar com o diretor-presidente da ABIH-SC?

Então, entre em contato com o fone (48) 98843-7711

O Hotel na palma da sua mão

Nesta época de pandemia o distanciamento social é uma forma de evitar o contagio. Mas como fazer isso na hora do check-in?

Acompanhando os protocolos desses tempos do Covid-19, quando o distanciamento social também ajuda a evitar o contágio, a ALFA TECNOLOGIA  e  HSPOT apresentam ao mercado a  FNRH Online ( Ficha de hospede online ). Acessível através de um QRcode próprio ou pela internet, a inovação permite ao hóspede preencher o documento no celular.

Depois de preenchida sem necessidade de papéis, a ficha cadastral online é baixada na plataforma HSPOT para seus dados serem impressos ou exportados para o PMS do hotel. Dessa forma, agiliza o processo de check-in e reduz o contato do hóspede com o funcionário da recepção.

Juntamente com essa novidade tecnológica, a HSPOT está disponibilizando aos hotéis ou redes hoteleiras um sistema de pesquisa de satisfação online, muito menos invasiva. E em breve, vem mais novidade ao mercado Hoteleiro.

Na próxima semana a ALFA HSPOT estarão lançando uma solução que propiciará ao hóspede a possibilidade consultar cardápios e fazer pedidos de café da manhã também pelo celular.

ALFA HSPOT sempre inovando para atender cada vez melhor o mercado hoteleiro.

Chame a ALFA e conheça todas as vantagens aos associados da ABIH SC.

Para mais informações entre em contato com a ALFA.

www.alfatecnologiame.com.br

Acir Bachmann Cordeiro 

E-mail: acir.cordeiro@alfatecnologiame.com.br

   WhatsApp: 41 99575 4004

  Central de atendimento: 41 3154 0872

ABIH-SC Informa

Não é questão de erro ou acerto, é uma questão de responsabilidade.

Com saúde não se brinca! Talvez seja por isso que a qualidade da informação em tempos de pandemia chame a atenção. Mas vamos lá, quantas mensagens contendo conteúdos milagrosos de cura e prevenção para o Corona você recebeu e deu crédito? nenhum? Jura? nem pensou em de repente colocar mel pra adoçar a limonada?

E a máscara? ouvimos de especialistas que ela é pra quem está doente… Comunicação em tempos de internet livre virou uma sucessão de atos e falas irresponsáveis, ao ponto de não aguentarmos mais ler ou ouvir…mas enfim, precisamos da informação. No mundo corporativo, temos uma responsabilidade, com nossos públicos: internos e externos. Vamos a algumas dicas em relação a RESPONSABILIDADE DA COMUNICAÇÃO em tempos de crise para o seu público:

1) Público interno: é hora de manter a calma, explicar procedimentos internos, horários, itens de saúde e higiene, prevenção e as regras que valem para o seu estabelecimento ou empresa de acordo com as orientações da Ministério da Saúde. Procure informações de saúde no setor de Saúde oficial da sua cidade, estado e país.

2) Público interno: sinalize banheiros, cozinhas, locais de uso geral. Coloque itens de higiene a disposição dos colaboradores. Se possui informativo interno, faça uma publicação extra passando orientações e informações sobre prevenção, tratamento e características. Um bom posicionamento também em relação a uso de EPI’s. Consulte seu contador , advogado ou médico do trabalho, quanto a que tipo de providências sua empresa precisa tomar e como divulgar para os colaboradores.

3) Público externo: dependendo da natureza do seu negócio deve haver algum tipo de impacto, que precisará ser analisado caso a caso. O momento é de se colocar no lugar do outro e fazer também com que o interlocutor se coloque no seu lugar. Bom senso! Sua empresa já tem posicionamento em relação a MISSÃO, VISÃO E VALORES? Se sim, tem um norte a seguir, se não, talvez seja a hora de rever e se posicionar. É um momento de desafios, certamente sairemos lá na frente, diferentes. Nossa forma de relacionar está mudando. Ficar em casa fazendo trabalho remoto, não poder sair, não poder produzir, tudo isso provocará mudanças nas nossas operações, na forma como lidamos com nossos clientes. Portanto: atenção! Atenção ao que propõe e como expõe sua posição ao seu cliente. Lembre-se é o seu cliente e neste momento não é culpa dele se de repente não puder comprar, ou se de repente você não puder produzir. Hora de analisar, de forma objetiva, mas humana.

4) Mecanismo corretos de compensação e de negociação: atente-se a direitos e deveres, mas principalmente, seja SOLUÇÃO. E tenha atenção a linguagem que utiliza e em qual canal. Tenha mecanismos e linguagem corretas para o veículo correto. Se precisar fazer reuniões utilize ferramentas disponíveis, é hora de quebrar paradigmas! Hangouts, skypes… Seja prudente e racional, toda a mídia está falando de um só assunto! Cuide com postagens e preserve a reputação que sua empresa conquistou até agora.

5) Palavras as vezes são transporte de sentimentos, portanto cuide para sua fala não causar: insegurança, medo, desconfiança. Atitudes também transportam sentimentos e intenções, portanto, tenha atitudes positivas com afirmações que contribuam para o ambiente coletivo de serenidade e pés no chão. Ninguém quer e precisa fugir da realidade. Mas boas práticas e informação responsável pode contribuir para que essa realidade seja racional de se enfrentar.

Lara Perdigão

Relações Públicas