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Conselho Nacional de Turismo critica possível extinção de Ministério

Entidades ligadas ao setor justificam permanência da pasta como essencial para a criação de novas vagas de emprego, aumento da renda e investimentos em infraestrutura no País.

 

Diante da possibilidade de fusão dos ministérios do Turismo e das Cidades em uma só pasta, o Conselho Nacional de Turismo se reuniu em Florianópolis, nesta terça-feira (20), onde foi criada e enviada uma carta destinada ao presidente eleito Jair Bolsonaro alertando para os prejuízos que o Brasil teria caso a decisão se concretize.

Segundo o documento, o Ministério do Turismo tem grande importância econômica. Representantes de entidades empresariais e trabalhistas ligadas à área afirmam que extinguir ou fundir a pasta ministerial é um retrocesso, pois “deixa em segundo plano um setor que foi responsável pela criação de um em cada cinco empregos gerados no mundo na última década e que representa hoje 10,4% do PIB global”.

 

Para Moacyr Auersvald, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), enidade sindical que representa trabalhadores do turismo em todo o território nacional, o Brasil perde ao deixar de voltar seus olhos para uma fonte de renda que traz desenvolvimento para todas as regiões. “Temos o maior potencial turístico do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. São oito mil quilômetros de litoral, rios, florestas, fauna e cultura diversificada, para todos os gostos. Somos dezenas de países em um só, mas precisamos de mais apoio governamental e infraestrutura. E essa decisão de fundir ministérios vem na contramão disso”, avalia.

“É um setor democrático, que emprega e gera renda desde o recepcionista, passando pela camareira, o garçom do restaurante, artesão, centros culturais e o empresariado. Além de se fazer necessário, com o crescimento do turismo, um investimento natural em infraestrutura privada e pública. Toda a população ganha com isso. É o futuro de muitas nações, como exemplo de Dubai, nos Emirados Árabes”, completa.

Turismo e geração de renda

Desde a criação do Ministério do Turismo, segundo dados do próprio órgão, o setor registrou um salto na movimentação econômica de US$ 24,3 bilhões, em 2003, para US$ 163 bilhões, em 2017. No mesmo período, o número de visitantes estrangeiros no Brasil subiu de 4,13 milhões anuais, para os atuais 6,6 milhões, com perspectiva de alcançar ao final deste ano a histórica marca de 7 milhões de visitantes. O número de viagens domésticas também cresceu, passando de 138,7 milhões para mais de 200 milhões atualmente.

A carta também ressalta que Jair Bolsonaro, por diversas vezes, enfatizou a importância do turismo como vetor do desenvolvimento econômico, geração de emprego e ferramenta de preservação do meio ambiente. “Chegou a hora de transformar unanimidade retórica em atitude. Manter o Ministério do Turismo é, antes de mais nada, ter uma atitude patriótica, de exaltação do país que é número um do mundo em atrativos naturais e tem tudo para se posicionar como nova potência do planeta no setor de viagens”, diz o documento.

Fonte: Turismo Online

Turismo busca apoio de presidenciáveis ao setor

Documento elaborado pela cadeia produtiva do turismo ressalta potencial do setor para liderar novo ciclo de desenvolvimento no Brasil

Com o objetivo de incluir o turismo na pauta prioritária do país e transformar o potencial brasileiro em realidade, 25 entidades e associações da cadeia produtiva do turismo que compõem o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC entregaram aos candidatos à Presidência, documento com propostas para a construção e consolidação de uma política pública do setor.

Intitulado Turismo: +desenvolvimento, +emprego +sustentabilidade, o material aponta caminhos para impulsionar a indústria do turismo como vetor importante da retomada do crescimento econômico e da geração de empregos por meio de cinco pilares de ação: infraestrutura, promoção, gestão e monitoramento, segurança jurídica e competitividade.

“Essa mobilização do setor é extremamente importante para o turismo como vetor econômico deixar de ser uma unanimidade retórica e passar a ser uma prioridade na agenda estratégica do país”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. De acordo com a última edição do Estudo de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, num ranking de 136 países, o Brasil ocupa a 106ª colocação no quesito priorização do setor de turismo e viagens.

“O setor é extremamente abrangente e reúne cerca de 60 atividades econômicas. Apesar de ser fundamentalmente realizado pela iniciativa privada, é uma indústria fortemente impactada pelas políticas públicas, uma vez que depende de infraestrutura, segurança, serviços de saúde e condições macro e microeconômicas favoráveis para o seu bom desempenho, como câmbio e tributação, por exemplo”, diz o presidente do Cetur, Alexandre Sampaio.

A cadeia produtiva recomenda que sejam observadas algumas premissas fundamentais para a implementação das medidas. Entre elas estão a adoção políticas de taxação inteligentes, que incluem simplificação tributária e desburocratização, para melhorar o ambiente de negócios.

O documento destaca que é necessário dar continuidade às políticas para o turismo que devem ser encaradas como políticas de Estado e ter como premissas fundamentais a transparência e o monitoramento permanente. Um comitê de líderes empresariais tem feito a entrega do documento aos candidatos à Presidência da República independente da ideologia política dos mesmos. Todos os candidatos melhores pontuados nas pesquisas preliminares já receberam a publicação.

O documento na íntegra está disponível em: http://bit.ly/TurismoPropostas

Entidades do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) que participaram da elaboração do documento:

 

FNHRBS – Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares

ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagem

ABEAR – Associação Brasileira das Empresas Aéreas

ABEOC – Associação Brasileira de Empresas de Eventos

ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura

ABIH NACIONAL – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis

ABLA – Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis

ABOTTC – Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais

ABR – Associação Brasileira de Resorts – Resorts Brasil

ABRACCEF – Associação Brasileira de Centros de Convenções e Feiras

ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas

ABRASEL NACIONAL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes

ABRASTUR – Associação Brasileira de Turismo Social

ABRATURR – Associação Brasileira de Turismo Rural

ABREMAR – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos

ALAGEV – Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas

ANTTUR – Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento

BITO – Associação Brasileira de Turismo Receptivo Internacional

BRASIL C&VB – Brasil Convention & Visitors Bureau

BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo

FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil

SEBRAE NACIONAL – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

SINDEPAT – Sistema Integrado de Parques Temáticos e Atrações Turísticas do Brasil

UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras

UNEDESTINOS – União Nacional dos CVBs e Entidades de Destinos

 

Fonte: Ministério do Turismo

Turismo reativa contratações nos primeiros quatro meses de 2018

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta para criação de 2.477 novos empregos em abril.

 

O setor de turismo no Brasil começa a mostrar sinais de recuperação na geração de empregos. Foram criados 2.477 novos empregos em abril que contribuíram para um saldo positivo de 2.762 postos de trabalho neste ano. O resultado interrompe a sequência negativa de fevereiro e março (-3.032 no total).

O estudo aponta crescimento do emprego nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para São Paulo (9.244 postos criados) e Distrito Federal (1.469 vagas). Já a região Sul teve redução líquida de 4.203 postos formais, apesar do crescimento verificado no Paraná (911 empregos novos).

“O turismo é um setor vital para a retomada do crescimento de um país por meio da geração de emprego e renda. O governo federal, por meio do Ministério do Turismo, tem atuado fortemente para o fortalecimento desta atividade através de ações de financiamento público de projetos públicos e privados além de medidas para reduzir a burocracia para quem deseja investir no turismo brasileiro”, comentou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

Os restaurantes e similares foram os responsáveis pelo maior número de empregos: 1919. O segmento de transportes contribuiu com 1702 novos postos de trabalho com destaque para o transporte rodoviário que contribuiu com 1.050 vagas deste total. Assim, com exceção do segmento cultura e lazer, que perdeu 72 vagas, todos os grupos das atividades do turismo revelaram crescimento.

“A concentração do emprego reflete o interesse das pessoas pelo consumo de viagens, hospedagem e alimentação fora do domicílio, principalmente”, afirma o economista da CNC Antonio Everton.

Para a CNC, embora tímido, o crescimento do emprego reflete a recuperação de alguns segmentos importantes. No entanto, a greve dos caminhoneiros e a escassez de combustíveis, ocorridas por 11 dias no mês de maio, podem modificar a tendência no curto prazo. “As medidas de resolução da crise tomadas pelo governo afetarão o equilíbrio inicial da economia. Isso vai interferir nas decisões de gastos das famílias, deixando-as cautelosas com relação às despesas com turismo”, pondera o economista.

 

Fonte: Ministério do Turismo