Maturidade Digital: como alavancar negócios na internet

Metodologia inédita explica como implementar de forma mais eficiente a transformação digital e a inovação necessária nas empresas.

Já parou para pensar o quanto o nível de maturidade digital pode impactar o seu negócio? Se você não sabe do que trata este estudo, não se preocupe, assim como você, grande parte dos empresários ainda carecem de entendimentos para melhorar sua presença online. Para esclarecer mais sobre o assunto conversamos com o presidente do Instituto da Transformação Digital – IDT, Paulo Kendzerski.

O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão mobilizar, sensibilizar e promover iniciativas que continuam para que os empresários compreendam o quanto a inovação e transformação digital pode impactar e estimular o desenvolvimento dos negócios. Em parceria com entidades associativas de diferentes segmentos da economia, é realizado uma pesquisa envolvendo os associados da entidade, resultando assim, no estudo de mercado de uma determinada região.

O objetivo da pesquisa

A metodologia inédita desenvolvida para medir o nível de maturidade digital das empresas analisa 25 itens e pretende detalhar qual o nível de utilização de ferramentas de administração de mídia on-line, navegabilidade de sites em dispositivos móveis, tempo de resposta às interações, entre outros. No segmento hoteleiro, o ITD firmou uma parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina – ABIH-SC, divulgando durante o maior encontro hoteleiro do sul do país, o Encatho, o resultado do estudo realizado nos meios de hospedagens associados à entidade.

O especialista explica que a transformação digital acontece no dia a dia das pessoas e está acontecendo por causa do consumidor. “O nível de inteligência digital impacta no dia a dia das empresas. Ter o acesso a estas informações vai permitir que o empresário possa evoluir e crescer o faturamento em curto espaço de tempo”, afirma Paulo Kendzerski.

Números que impressionam

Todos os itens analisados – desde a quantidade de ferramentas de inteligência digital até a experiência do consumidor – são ferramentas gratuitas o que permite colocar empresas de todos os portes em nível de igualdade neste setor. Este índice nos hotéis de Santa Catarina chegou a 9,1%, um número bastante baixo em relação ao número de ferramentas e inteligência que se pode e deve ter. “Isso não é um problema hoje, isso será um problema se o empresário não tomar a iniciativa de mudar este percentual. O patamar ideal é acima de 40%”, enfatiza Paulo.

Outro índice que impressionou foi o tempo de respostas. 95% dos que interagiram não respondem em até 4h, mas pior do que isso é que 50% nunca respondeu. “Muitos empreendimentos utilizam ferramentas digitais, mas continuam agindo de forma analógica”, enfatiza Paulo ao citar como exemplo a comunicação por whatsapp, onde a maioria dos hotéis pesquisados utiliza esta ferramenta de comunicação, mas apenas em horário comercial.

Analisando apenas três itens 1) ter no mínimo o analytics para conhecer o público, 2) um site responsivo e com abertura rápida (já que o mundo é móvel) e 3) rapidez na taxa de resposta da comunicação on-line, a pergunta que fica é: “Deu pra entender que não precisa ser uma grande empresa para investir nessas ferramentas? O que falta é o entendimento da importância, pois em sua maioria, as ferramentas são gratuitas ou requerem apenas ajustes”, reforça o especialista.

Inteligência de mercado para o desenvolvimento hoteleiro

O setor hoteleiro catarinense tem muito a melhorar na performance digital dos seus empreendimentos. O índice assusta, mas mostra a realidade de um setor que preocupou-se com a arte do bem receber e esqueceu que o mundo mudou.

Para o diretor-presidente da ABIH-SC, Osmar José Vailatti, o estudo é fundamental para que o empresário conheça melhor o cenário em que sua empresa está inserida e possa agir o mais rápido possível. “Em tempos onde as agências onlines – OTA’s atendem 24h, comunicam de forma personalizada, fazem o mapeamento dos acessos no site, a hotelaria também deve se modernizar e descobrir que pode ampliar o seu potencial apenas corrigindo erros. No mundo conectado, não podemos admitir 12% dos nossos associados com pontuação “zero” e nenhum acima dos 40 pontos. O futuro já bateu na nossa porta, é preciso parar de reclamar e começar a agir”, afirma Vailatti.