Como diminuir o impacto financeiro durante a crise

Estamos vivendo momentos sem precedentes para a nossa geração. Ninguém pôde prever e nem se preparar totalmente para isso. Mesmo aqueles que possuem capital de giro e reservas acumuladas, não deixarão de sofrer, apesar que sofrerão menos por estarem mais preparados financeiramente.

Em média, as pequenas empresas tem capital de giro suficiente para aguentarem fechadas por apenas 27 dias. Veja o gráfico a seguir:

(fonte JP Morgan Institute)

Isso significa que em muitos casos terão que contrair empréstimos para continuar funcionando ou utilizarem suas revervas.

Muitos gestores se recusaram durante muito tempo em reduzir as despesas por diversos motivos: números inconsistentes, ausência de indicadores e relatórios financeiros e até mesmo por deixarem a emoção ultrapassar a razão, colocando o coração nas decisões empresariais.

Vários dos problemas que estão enfrentando hoje e que se agravaram não foram causados nos últimos 45 dias, mas durante anos.

O que podemos fazer então, já que lamentar não ajudará em nada? Reduzir os custos a qualquer custo. Cortar despesas desnecessárias nesse momento. Negociar e renegociar contratos com os fornecedores, vendo se é melhor diminuir o desembolso mensal ou até mesmo zerar por um determinado período. Diminuir o custo trabalhista, avaliando se as remunerações estão de acordo com o mercado e se o volume de mão de obra está adequado para o momento atual (será percebido que é possível aumentar a produtividade com menor custo e ter os profissionais mais qualificados).

Verificar a possibilidade de terceirizar setores como: lavanderia, manutenção e jardinagem, A&B, marketing, auditoria e outros.

As vantagens da terceirização vão desde a redução real de despesas quanto a possibilidade de dar mais foco ao principal produto do negócio.

É importante saber que nem tudo é possível ou viável terceirizar. Não confunda terceirização com troca de colaborador com CLT por colaborador com CNPJ. Oriente-se de forma financeira, jurídica e contábil, para que haja vantagem de fato.

Coloque tudo no papel. Faça e refaça seu fluxo de caixa para os próximos 6 meses e Orçamento de Receitas e Despesas para 12 meses. Analise minunciosamente todas as receitas e despesas, pois a redução de hoje pode não ser suficiente para o amanhã, exigindo nova diminuição.

“Sente sobre o caixa”. Controle suas receitas e valores a receber, negocie com seus clientes. Talvez em alguns casos de inadimplência você terá de dar descontos e aumentar o prazo para poder receber. Tome cuidado com as vendas a prazo. É melhor não vender do que não receber. Revise sua política de vendas. Não esqueça que preço quem faz é o mercado.

De qualquer forma, tudo isso deve ser visto com otimismo, sem deixar o realismo de lado. A empresa que souber colocar essa situação a seu favor irá reduzir custos a níveis nunca alcançados antes e se for inteligente, fará com que os novos custos, depois da retomada, nunca mais alcancem os níveis anteriores, fazendo com que tenha melhor lucratividade e rentabilidade. A empresa Deverson Consultoria Financeira se coloca a disposição dos Associados da ABIH SC para responder perguntas relacionadas ao setor financeiro e oferecer suporte para planilhas de fluxo de caixa e controles financeiros, através do e-mail: consultoria@deversonconsultoria.com.br

Deverson L. G. Pereira

Consultor Financeiro na Empresa Deverson Consultoria Financeira

Diretor de Controladoria ABIH-SC