Rui Schurmann Presidente ABIH-SC

LGPD no setor hoteleiro

Por Rui Schurmann

Diretor-presidente ABIH-SC

Chegamos na reta final. A partir de agora não há mais para onde correr. A Lei n.º 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), após algumas alterações legislativas, alcançou a plenitude da sua vigência no mês de agosto de 2021.

A LGPD dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade das pessoas. A lei estabelece regras e limites para a coleta, o armazenamento, o tratamento, o compartilhamento e a exclusão de dados pessoais.

E no mercado hoteleiro, qual o impacto dessa necessidade de adequação a LGPD?Total! E, apesar das discussões sobre o tema serem de agosto de 2018, quando a Lei foi aprovada, muitos empresários ainda têm diversas dúvidas sobre como coletar e tratar todo fluxo de informações.

Para os proprietários de meios de hospedagem este procedimento de adequação à LGPD é ainda mais sensível, pois além de captar dados dos hóspedes por questões comerciais, para efetuar a reserva de hospedagem, por força da Lei n.º 11.771/2008, que impõea coleta – e com isso o tratamento – de dados dos hóspedes, o hoteleiro tem o dever de prestar, periodicamente, as informações sobre o perfil dos hóspedes através do preenchimento da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes – FNRH e Boletim de Ocupação Hoteleira – BOH.

Como realizar então, de forma prática esta adequação? Por onde começar?

Para auxiliar o empresário neste processo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina – ABIH-SC, realiza na próxima quarta-feira (22/09), às 20h, pelo Instagram @abihsc uma live com o advogado Dr. João Paulo de Mello Filippin, sócio do escritório Baião e Filippin Advogados Associados, Co-fundador da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico em Santa Catarina e atual Presidente da Comissão de Direito Digital do Instituto dos Advogados de Santa Catarina.

Na oportunidade serão apresentadas as 03 etapas básicas que representam a espinha dorsal desta atividade tão complexidade e fundamental. Sabemos que a adequação à LGPD requer investimentos e tempo, mas não estar adaptado às normas incide em penalidades, entre as quais, advertências e multas que podem chegar a 2% do faturamento, além de reclamações dos próprios consumidores em órgãos de proteção com ações judiciais indenizatórias.

Há 56 anos a ABIH-SC vem auxiliando o hoteleiro catarinense a passar pelas transformações sociais e superar os desafios impostos pelo mercado. Nesse novo patamar da coleta e uso de dados pessoais não será diferente. Contamos com estrutura jurídica capaz de conduzir e orientar empreendimentos de todos os portes a se adaptar à nova legislação, garantindo maior segurança na administração dos dados. 

Ter regras claras sobre processo de coleta, armazenamento e compartilhamento de informações pode ser muito benéfico para empresas que souberem explorar de forma correta este “ouro” da era digital, afinal de contas, quanto mais personalizada e customizada forem as ações, maiores serão os resultados com menores investimentos, além disso, estar adaptado pode ser um fator de destaque no cenário competitivo e de valor à marca na visão do consumidor.

O melhor momento para iniciar a adaptação à LGPD foi em 2020, quando entraria em vigor. O segundo melhor momento é agora! Esperamos você nesta live que vai tirar muitas dúvidas sobre a LGPD na hotelaria e te guiar para os primeiros passos no rumo da regularização.

CNC eleva para 19,1% previsão de alta no volume de receitas do turismo nacional em 2021

O turismo brasileiro segue dando sinais de recuperação em meio à pandemia. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), após sucessivas taxas positivas registradas no setor, revisou de 18,2% para 19,1%, a projeção de aumento do volume de receitas do segmento neste ano. A estimativa se baseia na Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, na última terça-feira (14) apontou o terceiro avanço seguido no índice de atividades turísticas em julho na comparação com junho, indicando um crescimento acumulado de 42,2%.

Além disso, pela primeira vez desde o início da pandemia, houve mais admissões (1,061 milhão) do que desligamentos (1,018 milhão) de funcionários no setor, ampliando em 1,4% a força de trabalho em relação a julho de 2020.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, lembra do empenho do governo federal em socorrer o setor e avançar com a vacinação contra a Covid-19, essencial à retomada de atividades. “Atuamos desde o início da crise sanitária com ações como a oferta de crédito – R$ 5 bilhões disponibilizados por meio do Fundo Geral de Turismo – e o incentivo à remarcação de serviços. Essas medidas, aliadas à vacinação em massa da população, serão essenciais para garantir a sobrevivência e a devida recuperação do turismo”, frisa.

A CNC atribui os resultados ao relaxamento de barreiras à circulação de turistas e à vacinação contra a Covid-19. A entidade também constata o crescimento do fluxo de voos nos principais aeroportos do país, verificado desde abril deste ano. “As perdas mensais de receitas, por exemplo, vêm recuando e tendem a reduzir à medida em que as barreiras à circulação de turistas forem relaxadas”, avalia o economista Fabio Bentes, responsável pela análise da CNC, creditando o panorama à imunização.

OTIMISMO – Outros dados recentes também revelam a gradual recuperação do turismo nacional. Segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), por exemplo, houve alta de 19,4% na taxa de ocupação do setor entre junho e julho, sendo que o índice registrado em julho (44,23%) é o maior desde o início da pandemia no país. Já um estudo da Conversion, empresa especializada em marketing digital, indicou uma elevação de 18,6% no e-commerce do turismo brasileiro em julho na comparação com junho. Já em relação a 2020, o comércio eletrônico no turismo apresentou um aumento de 150%.

PROTOCOLOS – Por meio do Selo Turismo Responsável, o Ministério do Turismo recomenda a adoção de uma série de medidas de prevenção à Covid-19 no setor. A iniciativa, que já conta com mais de 29,6 mil adesões em todo o país, define protocolos de biossegurança para 15 atividades, como meios de hospedagem, parques temáticos, restaurantes, cafeterias, bares, centros de convenções e guias de turismo, entre outros. O Selo pode ser obtido de maneira totalmente gratuita e virtual pelos interessados.

fONTE: Mtur

Linha de crédito para o turismo registra mais de 4 mil contratos assinados, preservando cerca de 39 mil empregos

O Fundo Geral do Turismo (Fungetur), que viabiliza linhas de crédito específicas para o setor, foi acessado por mais de quatro mil empreendimentos distribuídos em todo o país. Os recursos possibilitaram desde a capitalização de empresas para suporte ao seu funcionamento até a realização de obras de infraestrutura turística. Dessa forma, a estimativa é de que o acesso ao crédito por meio das 4.159 operações contratadas tenha preservado ou gerado pelo menos 39,5 mil empregos diretos.

Os números são relativos a estimativas quanto à contratação do crédito emergencial de R$ 5 bilhões liberado, ainda no ano passado, em apoio ao setor, com o objetivo de manter postos de trabalho e empresas diante da pandemia de Covid-19. A maior parte dos contratos já assinados (97%) teve como objetivo o acesso a recursos para capital de giro, dinheiro necessário para bancar o funcionamento de uma empresa.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destaca que o Fungetur, tem sido um aliado no apoio ao setor e na proteção de quem tira do turismo o seu sustento. “O maior capital de qualquer empresa é a sua força de trabalho. E é para garantir a manutenção destes profissionais que o Ministério do Turismo assegurou o crédito histórico de R$ 5 bilhões para apoiar o setor por meio de uma linha de crédito exclusiva. É muito satisfatório saber que estes recursos estão ajudando diversas empresas, mantendo empregos, gerando emprego, renda e contribuindo para a retomada do setor”, aponta.

ACESSO AO FUNGETUR – O Fungetur, operado pelo Ministério do Turismo, é destinado, preferencialmente, aos segmentos de micro, pequenas e médias empresas. Para acessar a linha de crédito, os empreendedores que atuam no setor de turismo precisam ter registro no Cadastur (Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos) e procurar uma das instituições financeiras credenciadas a operar o Fungetur. As instituições financeiras, por sua vez, farão a análise dos pedidos e a aprovação da liberação dos recursos.

Os recursos podem ser usados para capital de giro; aquisição de bens, como máquinas e equipamentos; realização de obras de construção, modernização e ampliação para a retomada de atividades; e reformas em geral em empreendimentos paralisados pela pandemia.

Para saber mais acesse AQUI.

NÚMERO DO FUNGETUR – Até o momento, por meio do crédito extraordinário do Fungetur, houve a contratação de R$ 1,2 bilhão em 695 municípios, com taxas (de até 5% ao ano, acrescida da Selic) e prazos (estendidos até 240 meses) diferenciados para auxiliar empreendimentos turísticos de todo o país. Para se ter ideia da dimensão do montante liberado durante a pandemia, na comparação com 2018, por exemplo, os recursos contratados haviam sido da ordem de R$ 68,6 milhões. O maior número de contratos assinados foi registrado no estado de São Paulo (39%), seguido por Minas Gerais (12%), Santa Catarina (8%), Paraná (7%) e Rio de Janeiro (7%). 

Dia do hoteleiro ABIH SC

ABIH-SC realiza evento em comemoração ao Dia do Hoteleiro

Associados da ABIH-SC têm acesso gratuito, mas as inscrições para o evento devem ser feitas de forma antecipada.

Segue a todo vapor os preparativos para as comemorações ao Dia do Hoteleiro que neste ano, será realizado no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, no dia 18 de novembro, a partir das 15h30.

Os meios de hospedagem associados à ABIH-SC têm acesso gratuito. Já os fornecedores ou profissionais interessados em participar do evento devem adquirir o ingresso no valor de R$ 110,00. Todos os participantes deverão levar também 1kg de alimento não perecível ou optar por doação em dinheiro no dia do evento.

Em virtude dos protocolos sanitários em vigor, e para garantir a segurança e bem-estar de todos os participantes, as vagas são limitadas. Garanta a sua!

Este será o primeiro evento presencial a ser realizado pela ABIH-SC desde o início da pandemia e pretende ser o “start” de uma série de atividades programadas para 2022, entre elas o tradicional Encatho & Exprotel. “Nosso objetivo é proporcionar um momento de integração, qualificação e negócios. Teremos rodadas de negócios, encontro de governantas, palestras e jantar festivo. Todo esforço agora é para que o setor volte a crescer, todos possam fazer bons negócios e a entidade possa continuar com a sua missão de trabalhar para o desenvolvimento da hotelaria catarinense”, reforça Rui Schürmann, diretor-presidente da ABIH-SC.

A programação inicia às 15h30 com a recepção dos participante, palavras do presidente, palestra, homenagens, lançamento do Encatho & Exprotel 2022, apresentação dos fornecedores, rodada de negócios, encontro de governantas e, por fim, a programação encerra com jantar comemorativo ao Dia do Hoteleiro.

Para as empresas interessadas em apresentar seus produtos e serviços aos profissionais do setor, e realizar negócios de forma direta e rápida com os proprietários e governantas dos meios de hospedagem de diversas regiões de Santa Catarina, a ABIH-SC conta ainda com alguns espaços para a rodada de negócios.  Solicite hoje mesmo uma proposta através do e-mail comercial@abih-sc.com.br ou pelo WhatsApp (48) 98843-7659

Serviço:

O que: Dia do Hoteleiro

Data: 09 de novembro

Onde: Majestic Palace Hotel

Informações: abih-sc.com.br | comercial@abih-sc.com.br | (48) 98843-7659

Inscrições: Sympla

Erbon Software lança aplicativo que conecta hóspede ao hotel

A Erbon Software, empresa de tecnologia para gestão hoteleira, inova mais uma vez ao lançar um aplicativo que permite interação do hóspede com o hotel desde o momento da realização do check-in.

O lançamento do Erbon Guest 360 promete ir além do convencional ao entregar para a hotelaria toda praticidade de um aplicativo e para o hóspede, a conveniência de ter acesso aos serviços do hotel na palma da mão.

O aplicativo conta com serviço completo de check-in online e uma vez dentro do hotel o viajante pode solicitar room services diversos, além de preferências para o café da manhã, agendamento da limpeza do quarto e até mesmo realizar seu checkout online.

Segundo Diogo Rocha, CEO da Erbon Software, a novidade vem para trazer mais conexão e simplificar processos que já caminham para este futuro.

“O Guest 360 vem aproximar o hóspede com o hotel, trazendo inovação e modernidade durante todo o processo de hospedagem, facilitando assim os processos operacionais do hotel e contribuindo para um aumento da satisfação do hóspede”

Já disponível para Android e IOS, o Erbon Guest é um serviço exclusivo para hotéis que já possuam o Erbon Suite, o sistema de PMS da Erbon Software.

Reunião da diretoria executiva ABIH-SC

Na manhã desta quinta-feira (16) aconteceu a reunião da Diretoria Executiva da ABIH-SC.

A reunião foi presidida por Rui Eduardo W. Schurmann, no formato digital. Estiveram presentes membros da Diretoria Executiva e membros da Diretoria Regional da ABIH-SC! Foi colocado o evento Dia do Hoteleiro, 4ª edição da Revista ABIH-SC, Projeto Facisc x ABIH-SC, Live LGPD, Lançamento do benefício para os associados em parceria com a BenLife, ECAD e Assuntos gerais de interesse da associação.

Associados ABIH-SC têm até 30 de setembro para aderir ao acordo exclusivo do ECAD

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional firmou um acordo histórico com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que oferece termos e condições especiais exclusivos aos meios de hospedagem associados à entidade nacional e às ABIHs estaduais.

No compromisso firmado, os hotéis associados as ABIH’s Estaduais terão um desconto de até 70% para quitarem seus débitos junto ao órgão arrecadador. O acordo deve ser fechado até 30 de setembro e a vigência do contrato é de 12 meses, a contar de 1º setembro de 2021.

O valor devido pode ser dividido em até 12 vezes, contanto que o valor mínimo seja de 1.000 reais mensais, e será calculado com base nos dados do Ibope e/ou na taxa de ocupação declarada pelo hoteleiro, cálculo que também será utilizado para as futuras cobranças.

Quem quiser pagar em mais vezes, poderá negociar diretamente com o ECAD, mas os percentuais de desconto serão menores. As ABIHs Estaduais ficam responsáveis por informar ao ECAD caso algum hotel que tenha feito o acordo se desassocie da entidade. O acordo é exclusivo aos associados da ABIH Nacional/ ABIH’s Estaduais.

Outro benefício da negociação é que o hotel que nunca foi fiscalizado pelo órgão poderá pagar apenas os últimos três anos. O prazo anterior era de cinco anos. Também será criada uma comissão nas cinco regiões do país, formada por cinco hoteleiros e cinco membros do ECAD, para que seja estabelecida uma forma de cobrança mais justa, uma vez que hoje uma pousada paga o mesmo que um hotel 5 estrelas.

Entre em contato

Os hoteleiros que queiram aproveitar esta oportunidade de negociação e não estejam ainda filiados a ABIH-SC podem entrar em contato com a entidade através do e-mail abih@abih-sc.com.br ou no whatsapp 48 98843-7711 para maiores informações.

Live lgpd abih

ABIH-SC promove live sobre LGPD!

Você sabe o que é LGPD e como se adequar à ela? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade das pessoas. A lei estabelece regras e limites para a coleta, o armazenamento, o tratamento, o compartilhamento e a exclusão de dados pessoais.

A sua incidência se dá em qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica, seja de direito público ou privado, e independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados. Ou seja, cuida-se de uma lei que impõe obrigações imediatas a toda e qualquer empresa que, em maior ou menor escala, realize qualquer forma de tratamento de dados pessoais. De um pequeno comércio a uma grande multinacional, todos estão submetidos ao novo regramento.

E no mercado hoteleiro, qual o impacto dessa necessidade de adequação a LGPD?

Descubra na live organizada pela ABIH-SC e o escritório Baião & Filippin Advogados Associados.

Data: 22/09

Horário: 20h

Local: Instagram ABIH-SC – @abihsc

Para mais informações: abih@abih-sc.com.br

Vem aí BenLife4Guest

Falta pouco para os associados conhecerem BenLife4Guest, uma solução inovadora que vai permitir ao hotel oferecer uma experiência inédita que vai transformar seu cuidado com o bem-estar dos hóspedes durante a estadia.

Esse benefício é fruto da parceria entre a ABIH-SC e a BenLife4You. E o melhor de tudo é que nossos associados terão uma condição exclusiva. Então fique ligado que, em breve, você vai saber mais.

ABIH-SC promove live sobre LGPD!

Você sabe o que é LGPD e como se adequar à ela?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade das pessoas. A lei estabelece regras e limites para a coleta, o armazenamento, o tratamento, o compartilhamento e a exclusão de dados pessoais.

A sua incidência se dá em qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica, seja de direito público ou privado, e independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados. Ou seja, cuida-se de uma lei que impõe obrigações imediatas a toda e qualquer empresa que, em maior ou menor escala, realize qualquer forma de tratamento de dados pessoais. De um pequeno comércio a uma grande multinacional, todos estão submetidos ao novo regramento.

E no mercado hoteleiro, qual o impacto dessa necessidade de adequação a LGPD?

Descubra na live organizada pela ABIH-SC e o escritório Baião & Filippin Advogados Associados.

Data: 22/09

Horário: 20h

Local: Instagram ABIH-SC – @abihsc

Para mais informações: abih@abih-sc.com.br

Que tal saber um pouco mais antes da live? Confira abaixo um artigo completo sobre o tema!

LGPD e o setor hoteleiro

Ao longo da sua existência, a sociedade passou por diversas transformações na sua forma de organização social e na sua forma de gerar riqueza. Passou de sociedade agrícola à sociedade industrial, e chegou num terceiro momento, denominado de pós-industrial, onde o arranjo socioeconômico restou assentado não tanto pelo que poderia se produzir, mas pelo que poderia se ofertar. A prestação de serviço passou a ser a mola propulsora da economia.

E agora, no atual estágio, a forma de organização social e econômica tem no seu âmago a informação como elemento nuclear para desenvolvimento da economia. E isso se deu, em boa medida, pela evolução tecnológica recente que permitiu a coleta, o armazenamento e a transmissão de informação em grande quantidade e de forma muito rápida.

Essa revolução binária comprimiu e desmaterializou um volume gigantesco de informação em dados, promovendo um progresso qualitativo e quantitativo de informação e conhecimento. Veja-se, por exemplo, no caso de hotéis, o impacto sofrido na última década pelo ambiente virtual da internet e sites de turismo e intermediação de procuras e reservas de hospedagem.

Não por acaso que foi popularizada a expressão criada por Clive Humby, um matemático londrino especializado em ciência de dados: “Data is the new oil” (dado é o novo petróleo), considerado a sua importância e o seu valor para o setor produtivo transforma-lo em informação, em conhecimento e, por fim, geração de negócios.

A manipulação de dados tem norteado as atividades de marketing em praticamente todo mercado de consumo. O consumidor passou a ser não mais um lado passivo da oferta de produtos e mercadorias, mas passou a uma posição que dita a produção do que o mercado oferece ou tende a oferecer. Conhecendo o consumidor, passou-se a abrir novos caminhos para o setor econômico.

E foi nesse contexto, somado aos grandes vazamentos e utilização indevida e desautorizadas de dados pessoais (considerados parte do direito de personalidade das pessoas), que a proteção de dados ganhou força no ordenamento jurídico nacional. Espelhada na lei européia, sobreveio no Brasil a Lei n.º 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que, após algumas alterações legislativas, alcançou a plenitude da sua vigência agora no mês de agosto de 2021.

A LGPD dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade das pessoas. A lei estabelece regras e limites para a coleta, o armazenamento, o tratamento, o compartilhamento e a exclusão de dados pessoais.

A sua incidência se dá em qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica, seja de direito público ou privado, e independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados. Ou seja, cuida-se de uma lei que impõe obrigações imediatas a toda e qualquer empresa que, em maior ou menor escala, realize qualquer forma de tratamento de dados pessoais. De um pequeno comércio a uma grande multinacional, todos estão submetidos ao novo regramento.

E no mercado hoteleiro, qual o impacto dessa necessidade de adequação a LGPD?

Segundo a 6ª. edição de Pesquisa de Canais de Distribuição realizada pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), 48% do quartos vendidos no ano de 2018, por exemplo, foi por reserva on line. Ou seja, há um grande fluxo de informações sendo fornecida, coletada e tratada pelo setor hoteleiro, de forma on line, rápida e em larga escala, que envolve a proposta de serviço, a contratação e até mesmo o pagamento, com o fornecimento e coleta de dados pessoais.

A par da necessidade comercial de coletar informações dos clientes para melhorar a seu desempenho comercial e de experiência do cliente, o setor hoteleiro está submetido, por força de lei, a realizar a coleta – e com isso o tratamento – de dados dos hóspedes. Isso é o que diz, por exemplo, o artigo 26 do Decreto n.º 7381/2010 que regulamenta a lei de turismo, ao impor o tipo de dados pessoais que deverão ser colhidos do hóspede e dever de armazenamento respectivo.

E mais, o artigo 26 da Lei n.º 11.771/2008, que regulamenta a política nacional do turismo, impõe aos partícipes do ramo hoteleiro o dever de prestar, periodicamente, as informações sobre o perfil dos hóspedes, entre outros dados, mediante formulário próprio (Ficha Nacional de Registro de Hóspedes – FNRH e Boletim de Ocupação Hoteleira – BOH) mencionado na própria legislação. Como dito, não só por questão comercial, mas sim por determinação legal, que o setor hoteleiro tem o dever de coleta e tratamento de dados pessoais e, com muita mais sensibilidade e cuidado, deve adotar procedimentos de adequação a LGPD.

Por onde começar então? Ter consciência do dever de adequação já é um grande ponto de partida.

Indo para o lado mais prático, o partícipe deste setor deve saber que dado pessoal é toda informação relacionada a uma pessoa identificável ou não. Do dado mais básico como o nome, o CPF, a outros como, por exemplo, a placa de carros sob guarda do hotel e as imagens de pessoas captadas pelas câmeras de segurança. Com isso, os profissionais do setor começaram a ter uma melhor noção do cenário de coleta e de fluxo de dados que passa pelo seu negócio, que representa premissa básica para fazer o mapeamento de dados tratado pela empresa.

Posteriormente, há de se definir a finalidade, a necessidade e a adequação dos dados captados, bem como as bases legais para as operações de tratamento que serão realizadas. Saber se precisa do consentimento do titular dos dados ou se esta pode ser dispensada. E ainda, é necessário definir papéis e responsabilidades com a manipulação de dados pessoais.

Essas 03 etapas básicas representam a espinha dorsal de uma atividade dotado de certa complexidade que é a adequação à LGPD, e que envolvem profissionais principalmente da área jurídica, da administração e da TI.
A LGPD ainda dispôs sobre incidência de penalidade para casos de não adequação aos termos da lei, entre as quais a multa passível de ser aplicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o que deve servir de gatilho para a adoção de cuidados maiores pelas empresas. Mas a falta de cautela com dados pessoais pode gerar demandas envolvendo consumidores, em reclamações em órgãos de proteção do consumidor e em ações judiciais em juizados especiais, o que já vem acontecendo bastante.

Para além das penalidades legais acima citadas, a adequação da LGPD tende a ser exigida mesmo é pelo mercado, pelos prestadores de serviços do mercado da hotelaria, pelos clientes e pelos colaboradores. Além de cumprir uma determinação legal, a adequação à LGPD pode ser algo que criará valor à administração da empresa e à forma com que o empresário poderá extrair informações para aumentar a sua força comercial.

Por, Dr. João Paulo de Mello Filippin.