Decreto nº 1.172, de 26 de fevereiro de 2021 - novas regras para conter o avanço do coronavírus ABIH-SC

Decreto nº 1.172 e as novas normas para conter a disseminação do coronavírus em SC

Decreto nº 1.172, de 26 de fevereiro de 2021 determina novas regras para conter a disseminação do novo coronavírus em Santa Catarina, proíbe aglomeração de pessoas em qualquer ambiente, seja interno ou externo, assim como a circulação e permanência de pessoas em parques, praças e praias.

Meios de hospedagem estão autorizados a funcionar com capacidade máxima de ocupação, porém, respeitando os regramentos já estabelecidos. 

As regras são diferentes para os dias de semana e finais de semana. Confira!
O decreto completo e outras informações você encontra no site www.abih-sc.com.br

Informativo ABIH-SC 25 DE FEVEREIRO

Informativo ABIH-SC 25 de fevereiro

No informativo da ABIH-SC de 25 de fevereiro, os destaques ficam para

  • Início da comercialização da Exprotel 2021
  • Fotos que seu negócio sempre mereceu
  • Curso de Governanta Hoteleira Nível 1 – Com benefícios exclusivos para associados
  • Qualificação Gratuita no turismo
  • Premiação Internacional de Hospitalidade
  • Revista da ABIH-SC
  • Associados – Água de Palmas Resort e Hotel e Hotel Antares Club Lagoinha
  • Nota de pesar

Leia o informativo completo aqui!

Hotel Antares Club Lagoinha - associado ABIH-SC

Hotel Antares Club Lagoinha

O objetivo do hotel Antares é oferecer aos nossos hóspedes a possibilidade de um agradável descanso num ambiente como só a Lagoinha possui.

Os quartos visam gerar um clima de união com a natureza, proporcionando condições de conforto que não ofusquem a beleza das paisagens da selva. Por isso, as suítes Antares são simples e seus equipamentos discretos e simples, preservando assim a conexão com o meio ambiente. A gastronomia do hotel é cuidada, oferecendo um pequeno-almoço que não pretende incluir infinitas opções mas que foi pensado, privilegiando alimentos saudáveis.

Saiba mais: www.antareslagoinha.com

Endereço Hotel Antares Club Lagoinha

A 34 Km do centro da Capital
Endereço: Estrada Jornalista Jaime de Arruda Ramos 1850, Ponta Das Canas, Florianópolis – 88056-750

Antares Club Hotel Lagoinha - associado ABIH-SC

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El propósito del hotel Antares es brindarle a nuestros huéspedes la posibilidad de lograr un agradable descanso en un entorno como sólo Lagoinha posee.

Nuestras habitaciones apuntan a generar una atmósfera de unión con la naturaleza, brindando condiciones de confort que no opaquen la belleza de los paisajes selváticos. Es por eso que las suites de Antares son sencillas y sus equipamientos discretos y simples, preservando así la conexión con el medio ambiente. Del mismo modo buscamos que la gastronomía del hotel sea cuidada, ofreciendo un desayuno que no pretende abarcar opciones infinitas sino que ha sido pensado para nuestros huéspedes privilegiando alimentos sanos y ricos.

planta encatho e exprotel 2021 festursc

Exprotel 2021 já está com espaços à venda

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Santa Catarina- ABIH-SC, o Encontro Catarinense de Hoteleiros – ENCATHO & EXPROTEL será realizado de 19 a 21 de agosto, no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, na Praia de Canasvieiras, em Florianópolis, juntamente com o FesturSC.

Depois de um ano de 2020 que iniciou com o pé no acelerador e todas as projeções positivas para ser o ano do turismo, infelizmente a pandemia mudou drasticamente a rotina da população mundial. Com o início de um novo ano, a distribuição de vacinas e o fortalecimento do turismo regional, a ABIH-SC reforça seu compromisso com o turismo e, unindo força com as demais entidades do trade e a Fecomércio-SC, busca gerar negócios e promover empresas através do tradicional Encontro Catarinense de Hoteleiros, o Encatho e a Feira de Produtos e Serviços para o Turismo e Hotelaria, a Exprotel.

Uma das maiores vitrines do setor no Sul do país, a Exprotel é reduto de negócios, mas também uma excelente forma de aproximar fornecedores e compradores dos meios de hospedagem, espaço para lançamento de produtos e divulgação de marca para toda cadeia produtiva do turismo.

Para a edição 2021 estão disponíveis 52 estandes, nas opções de área livre ou montagem básica com tamanhos a partir de 9m². Para o Diretor-presidente da ABIH-SC, Rui Schürmann, o momento é desafiador para alguns, mas uma grande oportunidade de reformar e investir para outros. “A Exprotel sempre se mostrou um grande espaço de negócios e relacionamento. Apesar da pandemia ter feito muitos hoteleiros fecharem suas portas, o momento ainda está sendo de investimentos e modernização dos empreendimentos por parte de outros”, afirma Rui.

Segundo o empresário, outro fator que está impulsionando a rede hoteleira é o turismo regional. “As famílias estão optando por viagens curtas, em espaços junto a praia e natureza para relaxar. Isso também  faz com que o empresário continue renovando e investindo em artigos de cama, mesa, banho, decoração, tecnologia, segurança, comunicação, higiene pessoal, softwares, enfim, em toda gama de produtos e serviços fundamentais para manter a estrutura aberta e em prefeito funcionamento”, reforça Rui.

Já a responsável comercial do evento, Juliana Bossi Castro, reforça que este ano a oportunidade é ainda maior para os meios de hospedagem, já que o FesturSC terá um espaço para agências de viagem, OTA’s e destinos turísticos. “Vamos reforçar as muitas oportunidades que Santa Catarina possui e que podem ser exploradas e divulgadas de diferentes formas e, certamente, os fornecedores do setor terão um espaço com um público altamente selecionado e focado nos empreendimentos turísticos não só de Santa Catarina. Para o hoteleiro, esta também será uma grande oportunidade de mutias parcerias para o crescimento”, salienta.

A 33ª edição do Encatho & Exprotel, este ano, inclui também a programação e estrutura do FesturSC, proporcionando aos expositores e associados adquirir novos conhecimentos no setor, trocar experiências com outros profissionais e empresários das diversas áreas do turismo, bem como, dialogar e buscar informações com entidades associativas e imprensa especializada.

Desde já a organização está tomando precauções quanto as normas sanitárias para realização do evento. Interessados em participar da feira podem solicitar proposta através do fone: (48) 98843-7659 | 3222-8492 ou pelo e-mail comercial@abih-sc.com.br

Serviço:

O que: ENCATHO & EXPROTEL

Quando: 19 a 21 de agosto

Onde: Canasvieiras – Florianópolis

Informações: www.encatho.com.br | (48) 98843-7659

Realização: ABIH-SC

planta dad exprotel 2021

Divulgação:

Vânia Monteiro

VM Comunicação

(48) 99678-3883 / 3222-8492

vania@vmcomunicacao.com.br

Carla trindade curso de governança hoteleira abih-sc

Curso de Formação de Governanta Hoteleira – Nível I

Carla trindade curso de governança hoteleira abih-sc

De 8 a 16 de março acontece a 4ª edição do Curso de Formação de Governanta Hoteleira – Nível I, realizado pela consultora Carla Trindade.

Os associados da ABIH-SC que participarem ganham uma palestra de 2h sobre gestão de equipe e conflitos (EXCLUSIVA). Comprou, ganhou!

O curso tem o objetivo de capacitar profissionais que estejam iniciando sua trajetória na liderança do setor de governança em hotel, pousada, hostel ou motel.

Todo conteúdo ministrado servirão de base para que as operações sejam planejadas, organizadas, supervisionadas e monitoradas de maneira eficiente.

No final do curso o(as) profissional(is) terá(ão) plena capacidade de compreender, analisar, aplicar os conceitos adaptando-os a sua realidade dentro da empresa.

Conteúdo Programático (para o Nível 1)
Módulo I: Perfil, competências, atribuições e responsabilidades, marketing pessoal;
Módulo II: Gestão de rotinas, planejamento, produtos químicos, técnicas operacionais, recepção para governança;
Módulo III: Gestão de processos, padronização, procedimento, custos e relatórios, manutenção;
Módulo IV: Liderança, comunicação, equipe, conflitos, gestão de tempo.
Teremos ainda:

  • Aulas On line e ao vivo;
  • Após término do curso, todos terão 1h de mentoria individual.
  • Certificado digital enviado por e-mail;
  • Grupo fechado no Telegram (somente para alunos do curso);
  • Acompanhamento por toda a trajetória dos 4 níveis com atendimento em grupo. (Grupo de estudos)

As inscrições podem ser feitas no link – bit.ly/carlacursogov

Quallificação Gratuita no turismo

Qualificação no Turismo

O Ministério do Turismo tem o papel de elevar o turismo à condição de importante vetor de desenvolvimento econômico e social do país. Por meio da qualificação no turismo, a Pasta busca a geração de empregos, a contribuição para a redução das desigualdades sociais e econômicas regionais, a promoção da inclusão social pelo crescimento da oferta de trabalho e a melhor distribuição de renda.

Em consonância com o Plano Nacional de Turismo e com a Política Nacional de Qualificação no Turismo (PNQT), o ministério oferta cursos de qualificação no turismo proporcionando o aprimoramento profissional na área, destinados aos profissionais da cadeia produtiva do turismo e demais pessoas que desejam integrar o setor.

Parcerias | Cursos Gratuitos

Brasil Braços Abertos

Curso Gestor de Turismo

Política Nacional de Qualificação no Turismo

MedioTec

Pronatec

Metas

hospitalidade retrofit abih-sc

Três brasileiros se destacam em prêmio de hospitalidade da OMT

Desafio é promovido pela OMT e pela Sommet Education com o objetivo de acelerar e promover a recuperação do setor

Brasil acaba de ser novamente reconhecido pelas iniciativas inovadoras na área de turismo. Desta vez, três brasileiros foram escolhidos entre os 30 melhores projetos do Desafio da Hospitalidade (Hospitality Challenge) da Organização Mundial do Turismo (OMT). Com a aprovação para a próxima etapa, Karen Caracio, Carolina Peralta e Marcel Marin, que foram selecionados dentre 600 projetos de todo o mundo, já conquistam bolsas integrais em famosas escolas de hospitalidade do Grupo Sommet Education, na Europa. Os três vencedores do concurso serão anunciados em março.

Lançado em junho de 2020 pela OMT e pela Sommet Education, líder global em gestão de hospitalidade e artes culinárias, o Desafio busca identificar e incentivar ideias capazes de apoiar a recuperação do turismo, um dos setores mais impactados pela pandemia de coronavírus.  A OMT disponibilizou quatro categorias no Hospitality Challenge: hotéis e operações; viagens de luxo, bens e serviços; alimentos e bebidas; e a imóveis inteligentes. 

Os projetos brasileiros tiveram destaque pela criatividade e inovação nas propostas apresentadas. A paulistana Karen Caracio venceu essa fase da competição com o projeto Digital Butler (Mordomo Digital) e os resultados das experiências adotadas nos hotéis Four Seasons São Paulo, Emiliano e Pullman Hotels & Resorts. Karen idealizou um aplicativo que traz um mapa interativo para que o mordomo ou mensageiro possa acompanhar o hóspede em sua estada. 

Outro aplicativo reconhecido pela OMT e selecionado pelo concurso foi o Digital Concierge, desenvolvido por Marcel Marin. O app proporciona inclusão administrativa e de vendas, que tem como foco aumentar a competitividade, além de expandir vendas e reduzir custos. Já Carolina Peralta, gerente assistente de A&B do hotel Emiliano, no Rio de Janeiro, foi escolhida por desenvolver um curso online de qualificação para treinamento de alta qualidade para profissionais das áreas de alimentos e bebidas.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, parabenizou os projetos brasileiros e destacou que a retomada do turismo, entre outros fatores, passa pela adoção de protocolos de biossegurança e, também, por iniciativas inovadoras do setor. “As nossas belezas fazem do Brasil um destino único no mundo. E, juntamente com a criatividade dos nossos profissionais do turismo, temos tudo para despontar como um dos destinos preferidos no pós-pandemia”, declarou. 

 O secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili ressaltou que a tendência do turismo é abraçar novas ideias, novas vozes e toda a diversidade que o setor tem a oferecer. “Essa competição destaca o melhor que o turismo e a hospitalidade global têm a oferecer. Mostra como inovadores de todo o mundo podem manter o turismo, a hospitalidade e as viagens na vanguarda do desenvolvimento sustentável e de mudanças positivas para todos”, disse.

COMPETIÇÃO MUNDIAL – Na semana passada, a startup Sisterwave, plataforma online de Brasília (DF) que conecta mulheres viajantes e moradoras dos destinos visitados, foi vencedora na categoria de equidade de gênero na 3ª Competição Global de Startups da Organização Mundial do Turismo (OMT), a copa do mundo do setor. O concurso, realizado em parceria com o Wakalua Innovation Hub – primeiro polo global de inovação em turismo -, reuniu cerca de 10 mil propostas de 138 países e consagrou 25 projetos de 18 nações, destacando a capacidade de contribuir para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS.

DESAFIO BRASILEIRO – Em 2020, o Ministério do Turismo lançou o 1º Desafio Brasileiro de Inovação em Turismo, em parceria com o Wakalua. A iniciativa, que reconheceu soluções voltadas à retomada do setor, recebeu inscrições de quase 800 projetos de startups nacionais. Os 10 melhores projetos foram classificados para as semifinais da competição global da OMT. Além do desafio nacional de inovação, a parceria entre Ministério do Turismo e Wakalua tem por objetivo o desenvolvimento de uma estratégia de inovação no Brasil para o setor de turismo.

Por Rafael Brais, com informações da Agência Brasil

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Lançamento da Estação turismo 2021 em lages com apoio ABIH-SC

Estação Turismo 2021 será lançado nesta quarta-feira

A Estação Turismo 2021 será um evento com base em uma feira setorial de negócios e oportunidades para todo o trade turístico no Sul do Brasil, principalmente para Serra catarinense. O evento acontecerá de 29 de abril a 01 de maio no Centro Serra, em Lages, Santa Catarina.

Seus idealizadores Marcio e Adriana Werner, da agencia WTUR – Turismo Agencia de Viagem e Receptivo garantem uma programação diversificada e com a presença de várias entidades que movimentam o turismo.

A Estação contará com demonstração de equipamentos turísticos, oficinas gastronômicas, apresentações culturais, debates, roda de negócios, palestras, famtour para agências de turismo , lançamento de novos roteiros, calendário de eventos 2021/2022 inéditos e outras atividades diretamente ligadas ao setor, tudo isso para fomentar e capacitar todos os atores do segmento.

Entidades e associações

Com a participação confirmada da ABAV–SC, ABEOC– SC, ABRAJET, CONSERRA , Senac, Sebrae, CDL, Secretaria Turismo de Lages,  Santur e a Embratur e ainda contará com palestrantes de renome nacional e Internacional, o evento tem objetivo de  movimentar mais de 3 mil visitantes e promete ser imperdível nesta retomada do turismo pós pandemia.

“O grande objetivo, será iniciar a retomada gradativa do setor e de fortalecer as parcerias, conhecer as novas tendências e as novidades do mercado”, conclui Marcio Werner.

O lançamento da Estação Turismo 2021 está marcado para o dia 24 de fevereiro, no CentroSerra, a partir das 19h.

Texto fonte: Milton Brandão

abih sc abih nacional

5 perguntas para o presidente da ABIH Nacional

Um dos vários setores afetados pela pandemia da Covid-19 foi o da hotelaria. Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) diz que é impossível comparar 2020 com 2019 e classifica o ano passado “como o pior período da hotelaria” nacional. O setor já perdeu 75 mil empregos e apesar da retomada lenta do turismo, Linhares fala nesta entrevista para a Now Boarding ainda prevê um ano difícil e comenta sobre o aumento dos custos dos hotéis tiveram que fazer para se adaptar aos protocolos de higiene e se estes custos serão repassados para as diárias.

A ABIH já conhece os números do faturamento do setor em 2020? Gostaria da sua análise comparando-os com 2019.

Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional – O ano passado vai entrar para a história como o pior período da hotelaria e do turismo em todos os países. No Brasil, passamos metade do ano fechado ou funcionando parcialmente, com ocupações muito baixas, em cerca de 5%. A pandemia e as restrições impostas pelas autoridades paralisaram o turismo a partir de março de 2020. Mesmo com a reabertura gradual dos destinos, o que estamos vendo até agora é uma recuperação ainda bastante lenta, onde se destacam cidades menores, próximas aos grandes centros que por sua vez, vem tendo baixa procura. Não há como comparar o ano passado com 2019, quando obtivemos um crescimento no setor de turismo acima do Produto Interno Bruto (PIB), gerando 163% mais empregos que o ano anterior.

Com a pandemia, qual foi o impacto na indústria hoteleira no ano passado? Muitos hotéis fecharam definitivamente? Quantos empregos foram perdidos?

Manoel Linhares – Segundo estudo da WTTC, o turismo perdeu cerca de 174 milhões de empregos em 2020 no mundo todo e deixou de contribuir com US$ 4,7 trilhões para o PIB global, o que equivale a uma perda de 53% em comparação com 2019. No Brasil não foi diferente. Com a paralisação das atividades relacionadas ao turismo, vimos vários hotéis e meios de hospedagens encerrarem suas atividades e outros com muita dificuldade de retomar, pois a demanda ainda é muito baixa. Segundo estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), o setor de turismo perdeu 384 mil postos formais de trabalho em 2020. O número corresponde a 45% do total de vagas fechadas na economia brasileira até agosto. Desse total, o setor de hospedagem perdeu cerca de 75 mil vagas formais e diretas.

O setor teve apoio do governo em 2020? Ele foi suficiente?

Manoel Linhares – Estivemos o tempo todo em contato com parlamentares e representantes do governo federal e conseguimos a aprovação e a extensão da MP 936 que possibilitou a renegociação de contratos de trabalho, com redução de jornada e salários, permitindo a manutenção de milhares de empregos pelo país, A aprovação da MP 944 garantiu linhas de crédito para pagar os salários dos colaboradores do setor, e teve a MP 948 que desobrigou o reembolso imediato, por parte dos fornecedores.

É preciso destacar, porém, que muitos meios hospedagens ainda precisarão de apoio do governo para conseguirem reabrir, por isso uma das principais reivindicações do setor de hotelaria é a suspensão da amortização das suas dívidas também em 2021 – como foi feito a partir de abril até dezembro de 2020 – e a reprogramação dos pagamentos a partir de 2022. O resultado de serem obrigados a arcar com mais essa despesa no momento, pode ser o fechamento de vários meios de hospedagem pelo país.

No momento, temos destacado ainda a necessidade de extensão da redução e suspensão de jornada de trabalho promovido pela Lei 14.020 de 2020 e a prorrogação da norma que autoriza o parcelamento das verbas rescisórias de colaboradores demitidos, além da revisão da questão do adicional de insalubridade das camareiras, da prorrogação do FGI e Fungetur, em especial, havendo garantias pelo Programa do Governo, sem exigência de garantia real.

O ano de 2020 foi muito difícil, os hotéis ficaram fechados por meses, depois retomaram as atividades com limites de ocupação máxima, mas no Réveillon alguns destinos voltaram a fechar completamente e não receberam turistas. Em 2021, deve se iniciar a retomada do turismo, mas para que as empresas continuem suas atividades e passem por esse momento difícil, precisamos do apoio do governo federal, além da compreensão dos governos municipais e estaduais para amenizar os efeitos econômicos da pandemia e assim também ajudar a preservar empregos e renda.

Como o senhor avalia que o setor da hotelaria vai se comportar este ano?

Manoel Linhares – Será um ano de retomada das atividades, com os números de ocupação só devendo voltar aos patamares anteriores depois que a vacinação contra a Covid-19 avançar. Acredito que o setor de hotelaria, como um todo, só deverá mesmo voltar à normalidade no final do ano. Porém, alguns meios de hospedagem localizados em cidades menores, próximas ao destino de origem, e em locais de ecoturismo, já vêm mostrando uma boa reação, se transformando no momento na principal opção dos viajantes.

O que os hotéis fizeram, e estão fazendo, para se adaptar aos rigores sanitários determinados pelo setor da saúde e garantir hospedagem segura aos hóspedes? A ABIH estima que em razão destes protocolos, e seus custos, os hotéis absorverão este impacto ou teremos um aumento nas diárias?

Manoel Linhares – Entre as medidas de segurança adotadas pela hotelaria nacional está uma iniciativa da ABIH Nacional e outras entidades ligadas ao setor que elaboraram, com apoio da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o “Manual de Segurança e Higiene” para orientar todos os meios de hospedagem do país sobre as medidas contra a disseminação da Covid-19. Ele descreve todas as ações básicas para garantir a prevenção e a não transmissão do vírus, como o distanciamento social, a higiene pessoal, a sanitização de ambientes, a comunicação e o monitoramento dos protocolos e recomendações.

Todo esse investimento para atender as normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias está sendo feito para que se possa ter uma retomada das atividades de forma segura que garanta a segurança e a saúde de hóspedes e colaboradores. Não há previsão do repasse desses custos para as diárias, mesmo porque o momento de baixa demanda não permitiria isso. Por essa razão, temos apelado para as autoridades maior atenção com os setores de turismo e hotelaria brasileiros para que elas compreendam e atendam as reivindicações que citamos anteriormente, para que possamos passar por isso mantendo nossas empresas e empregos para depois continuarmos nosso caminho de transformar o Brasil num dos principais destinos mundiais. Potenciais e atrações não faltam para isso.

Fonte: Nowboarding

O prejuízo do ano sem carnaval. E o esforço para reduzi-lo

O cancelamento da festa do carnaval em todo o Brasil e dos dias de ponto facultativo em parte dos estados em 2021 trouxe impactos para a economia. O turismo do feriado e a festa em si costuma movimentar cerca de R$ 8 bilhões e gerar milhares de empregos temporários.

O público e profissionais do carnaval não discordam da necessidade de suspender a folia enquanto a maior parte da população não for vacinada contra o novo coronavírus, que em fevereiro registra mais de mil mortes por dia no país. Mas os setores de cultura, turismo, comércio e serviços que dependiam da festa e do feriado ficaram, em sua maioria, desassistidos.

Quem faz o carnaval


Entre os trabalhadores que fazem diretamente parte da produção do carnaval — e chegam a passar dez meses preparando a festa do ano seguinte — estão aqueles envolvidos no fornecimento de materiais, concepção e confecção de carros alegóricos e fantasias, além de músicos, compositores e passistas. Há ainda os fornecedores de serviços ao setor público, que viabilizam a infraestrutura e a organização da festa nas ruas das cidades e nos sambódromos.

Entre os setores que mais se beneficiam dos desfiles de escolas de samba e blocos está o turismo, que engloba hospedagem, alimentação e transporte. A atividade é movida tanto pelo amor quanto pelo ódio ao carnaval — quem gosta da festa costuma visitar as cidades mais dedicadas à ela, quem não gosta costuma viajar para se esconder dela. Também dependem do carnaval as indústrias de instrumentos e de bebidas.

Felipe Ferreira, coordenador do Centro de Referência do Carnaval da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), considera que os mais prejudicados pelo cancelamento da festa são os trabalhadores das escolas de samba. Entre elas, as pequenas agremiações são as mais afetadas.

“As grandes escolas têm suas torcidas, têm as suas sedes, conseguem algum tipo de apoio, mas muitas das pequenas escolas e blocos devem desaparecer ou vão ter muita dificuldade para se manter”, afirmou ao Nexo.

O impacto econômico da festa


Ismael Silva, criador da Deixa Falar, que foi fundada em 1929 e é considerada a primeira escola de samba do país, chamava a festa de “agrupamento” ou “arrastão”, porque “aonde passava ia arrastando, ia aumentando, aumentando, aumentando”. Na segunda metade da década de 2010, o carnaval crescia a cada ano no Brasil. Segundo o Ministério do Turismo, 2020 foi marcado por recordes.

O crescimento expressivo da festa acontece desde 2017, quando o carnaval movimentou R$ 7,73 bilhões. Em 2019, as festas geraram um impacto de R$ 7,91 bilhões na economia brasileira. De acordo com uma pesquisa feita pelo CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) com o setor turístico, 3.800 municípios relataram um aumento de 20% na arrecadação durante o feriado de 2020 em comparação com o ano anterior e gerou 25 mil empregos.

Medir as perdas causadas pela falta do carnaval é uma tarefa complexa, de acordo com o CNC, que evitou fazer uma projeção em 2021 por culpa das diferentes decisões dos estados sobre a manutenção do feriado — pelo menos 22 deles cancelaram o ponto facultativo.

Investimentos para que a festa aconteça são feitos tanto pelo setor público quanto pelo privado. A prefeitura paulista, por exemplo, investiu R$ 18 milhões em 2020. O resultado foi uma movimentação econômica de cerca de R$ 3 bilhões — um crescimento econômico de 31% do carnaval de rua em relação a 2019. O público total foi de 15 milhões, segundo a prefeitura, ante 14 milhões em 2019.

Já Belo Horizonte é uma exceção entre os maiores carnavais do país. A festa, que recebeu R$ 14,3 milhões por meio de edital de patrocínio, foi paga integralmente com dinheiro da iniciativa privada. A capital mineira reuniu 4,5 milhões de foliões em 2020, segundo a Belotur, empresa municipal de turismo.

Recife recebeu dois milhões de foliões — 400 mil a mais que no ano anterior. A vizinha Olinda teve 3,6 milhões de pessoas, com um aumento de 200 mil em comparação com 2019. Em Salvador, cerca de 16,5 milhões curtiram a folia. Deste total, 86 mil eram turistas estrangeiros. A receita turística do período é estimada em R$ 2,5 bilhões, segundo o governo baiano.

No Rio, 10 milhões de pessoas movimentaram R$ 4 bilhões no ano passado, 8% a mais que em 2019. Segundo a Riotur, a cidade recebeu 2,1 milhões de turistas, sendo 77% brasileiros e 23% estrangeiros. No carnaval de 2019, foram 1,6 milhão de turistas.

Fonte: Nexo